“Não há nada que goste mais de fazer que um carrinho perfeito”

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Gonçalo Vilhais é um jovem futebolista, tem 20 anos, começou a jogar no Ídolos da Praça e em pequeno pensava que eram os defesas que marcavam golos.

 

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Com a quarentena imposta devido ao Coronavírus toda a gente fica com muito tempo livre e por vezes com algumas dores de cabeça para preenchê-lo. Como é evidente há várias formas de o ocupar, o que é preciso é ter imaginação e neste caso temos que aproveitamos para divulgar o que fez Gonçalo Vilhais.

O jogador de 20 anos de idade, actualmente a representar o GD Cabrela (AF Évora), depois de ter passado pelo Quintajense e anteriormente pelo Palmelense, Pelezinhos e Ídolos da Praça, onde deu início à sua actividade de futebolista, nas redes sociais deu a conhecer o seu percurso no mundo do futebol e contou as razões que o levaram a optar pela posição de defesa-central.

“Em 20 anos de vida, arrisco-me a dizer que 18/19 foram passados a correr atrás de uma bola. Ainda me lembro no infantário a minha educadora me perguntar o que queria ser quando fosse grande e eu disse “jogador de futebol” e ela disse “futebolista?” E eu “não, eu disse jogador de futebol” e ela aí explicou-me que era a mesma coisa”, começou por referir.

E, continuando acrescentou: “São 13 anos nesta vida. Como central talvez 10 anos. Claro que nenhum jovem sonha ser um defesa-central, mas o engraçado é que eu pensava que os defesas é que marcavam golos e dizia que queria ser defesa. Destino? Talvez sim, talvez não. Desde que me meteram a jogar a central que comecei a ver o futebol de outra forma. Os golos são importantes mas de que adianta marcares um ou dois golos se a tua equipa não impedir outros dois ou três?”.

“O que mais me fascina no futebol não são os golos, mas sim os cortes em cima da linha de golo, os carrinhos, as antecipações, os passes longos, o sair a jogar com a bola controlada a partir de defesa. Um defesa-central tem a visão completa do jogo, tem de ter a inteligência de perceber o que um avançado pretende fazer, tem de ter leitura de jogo. No final de contas tem de ser o adjunto do treinador dentro de campo”.

“Nunca virei costas a nenhuma luta dentro de campo, já perdi a conta da quantidade de vezes que sujei um equipamento com pelado, lama ou sintético. É melhor nem tentar contar as vezes que já tive as pernas queimadas dos carrinhos em sintéticos ou até mesmo as vezes que tive os joelhos em ferida por causa dos pelados, mas não havia nada maior que o sentimento do dever cumprido no final do jogo, porque tinha dado a minha vida naquele jogo”.

“O pensamento de um defesa-central tem de ser esse mesmo, deixar tudo em campo, somos a última parede antes do guarda-redes, os centrais são a muralha de uma equipa, temos de ter uma mentalidade diferente, temos de ter guerra, não pode haver medos ou dúvidas, ou vai ou racha, ou passa a bola ou passa o jogador.
Se me perguntarem se mudava de posição, a minha resposta será não, porque não há nada que goste mais de fazer que um carrinho perfeito”.

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