Parado a nível competitivo mas bastante activo no campo da solidariedade

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Hugo Rodrigues

Clube integra as “brigadas solidárias” da Câmara Municipal no âmbito do combate ao Covid-19

 

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A actividade desportiva está totalmente parada em todo o lado mas o Seixal Clube 1925 está bastante activo no campo da solidariedade ao integrar as “brigadas solidárias” da Câmara Municipal no apoio a pessoas em isolamento. Na vertente desportiva o clube considera que a paragem forçada das competições vem trazer problemas, sobretudo de ordem económica. A nível competitivo, o Seixal Clube 1925 aguarda com expectativa a decisão oficial sobre os campeonatos seniores mas é apologista que se não houver condições a época deve ser dada como concluída.

 

Como está o Seixal Clube 1925 a viver o actual momento do futebol português, causado pelo Covid-19?

No cenário em vivemos nos dias de hoje, fase difícil pelos efeitos do surto de COVID 19, o Seixal Clube 1925  mantém-se atento as todas as directrizes das entidades responsáveis. Correspondemos a todas as medidas impostas e orientações da Direcção Geral de Saúde e no plano desportivo estamos em sintonia com as indicações da Associação de Futebol de Setúbal. No momento em que não há actividades físicas, o Seixal 1925 não está apenas na expectativa, o  departamento de futebol desenvolve trabalho através de casa utilizando os meios tecnológicos existentes. Estamos activos também no campo da solidariedade, com uma equipa de voluntários que abraçou o projecto “Brigadas Solidárias” da Câmara Municipal do Seixal e das juntas de freguesia, estamos no apoio a pessoas em isolamento efectuando as suas compras de bens essenciais.

 

O clube está a sentir os efeitos desta paragem obrigatória?

Esta paragem vem causar inúmeros transtornos desportivos, organizativos e financeiros. Ainda é prematuro fazer uma apreciação globalizada.

 

A FPF decidiu dar a época por terminada nos escalões de formação. Concorda com esta decisão?  

Nós, somos um clube, essa é a nossa essência e funcionamos como tal, de pessoas para pessoas. Não faria sentido desviarmo-nos dos nossos princípios na apreciação da decisão da FPF. Se não há o conjunto de condições necessárias para não colocar em risco os intervenientes desportivos, achamos que a opção mais adequada é terminar a época.

 

E se esta medida for também aplicada pela AF Setúbal nas competições seniores?

A nossa linha de pensamento mantêm-se para os seniores. Não podemos correr riscos.

 

Tem havido alguns contactos entre clubes no sentido de encontrarem uma solução para o assunto?

Tem havido alguns contactos, e quase todos na mesma linha pensamento. Não podem ser os clubes a assumir a crise que advém desta paragem forçada. Os clubes têm as suas despesas correntes e não há entradas de dinheiro, vão certamente passar por dificuldades. E, há que salientar que fizemos pagamentos de uma viagem que ficou a meio, teremos de ser compensados de alguma maneira.

 

Em sua opinião qual seria a melhor solução?

Sinceramente, deixo a preocupação da solução para quem a tem que tomar. Seja qual for a decisão irá certamente ser contestada por uns e aplaudida por outros. Iremos estar em alerta para que a decisão seja verdadeira, isenta e em torno da coerência.

 

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