8 Março 2021, Segunda-feira
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«A nossa principal arma é querermos ganhar muito mais que o FC Porto»

Reforço Tiago Castro traça estratégia para surpreender no sábado no Estádio do Dragão

 

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Onze dias depois de ser oficializado como reforço, o médio Tiago Castro estreou-se com a camisola do Vitória FC na passada segunda-feira diante do Belenenses SAD. Aos 23 anos de idade, o jogador, ex-V. Guimarães B, mostra-se grato aos sadinos por lhe terem proporcionado a oportunidade de se estrear na I Liga. “Agradeço a oportunidade que me deram de representar este clube histórico. O Vitória abriu-me as portas e sou muito grato por isso. Quero trabalhar para ser mais um para ajudar o grupo a concretizar os objetivos”.

Após a estreia, o médio, que em conversa com os jornalistas se dá a conhecer aos adeptos, quer agora ajudar o Vitória a alcançar um resultado positivo no sábado diante do FC Porto. “É nos grandes jogos que as coisas podem acontecer e é aí que se pode dar o clique. Vamos jogar olhos nos olhos do adversário. O FC Porto tem muita qualidade mas a nossa principal arma é querermos ganhar muito mais do que eles. Se isso acontecer, estamos muito mais perto de o conseguir”, frisou Tiago Castro.

 

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De que forma o futebol entrou na sua vida?

O meu pai era treinador de futebol e também foi jogador. Por isso, jogava na minha terra, em Guimarães, fiz a minha formação até aos infantis no Vitória SC. Depois surgiu a oportunidade de ir para o Sporting. Estive no clube ano e meio, mas acabei por sair aos 13 anos porque a adaptação a Lisboa foi difícil. Optei por ir para perto de casa e foi aí que surgiu o Sp. Braga, onde joguei cerca de quatro anos. Esse período foi bom para mim. Depois dos juniores houve uma abordagem do Vitória de Guimarães em que me propuseram voltar a casa. Era o melhor para mim e aí permaneci até ao mês passado.

O seu pai teve uma grande influência em seguir carreira no futebol?

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Sim, no dia em que nasci a primeira coisa que o meu pai fez foi levar-me uma bola de futebol ao hospital (risos). Isso diz bem da importância que o futebol tem na família. O meu pai jogou e o meu irmão também joga no Vitória de Guimarães. Lá em casa respira-se futebol.

Estava há três épocas e meia na II Liga. Espera agora agarrar a oportunidade para se impor na I Liga?

Em primeiro lugar, agradeço ao presidente do Vitória e ao clube a oportunidade que me deram de representar este emblema histórico. Sou um jovem e a ambição que tinha quando estava na II Liga era de dar o passo para a I. O Vitória abriu-me as portas e sou muito grato por isso. Quero trabalhar para ser mais um para ajudar o grupo a concretizar os objetivos.

Estreou-se semana e meia depois de chegar ao clube. Como viveu esse momento?

Não estava nervoso quando o ‘mister’ me disse que ia jogar. Há anos que esperava por isso e tenho-me preparado e trabalhado para o momento que aconteceu no fim-de-semana. O principal passo foi dado e estou feliz por isso. Só tenho de continuar a trabalhar para merecer o voto de confiança do ‘mister’ para mostrar o meu valor.

Que diferenças encontrou entre a I a II Ligas?

O ritmo de jogo é mais elevado na I Liga. As equipas pensam muito mais rápido e têm mais qualidade na abordagem aos lances, são essas as principais diferenças entre as duas competições.

Gostava de ter tido uma oportunidade na equipa principal do V. Guimarães?

O sonho de todos os jogadores da equipa B é estrearem-se pela equipa principal. Esse também era o meu objectivo. Nem todos podem ter a sorte de ter essa oportunidade. Trabalhei para isso, mas não aconteceu em Guimarães, mas aconteceu no Vitória de Setúbal.

Fica alguma mágoa por não se ter estreado em Guimarães?

Não. Sonhava e tinha esse objectivo, mas o futebol é assim mesmo. Como disse, não foi no Vitória de Guimarães foi no de Setúbal. Estou grato pela estreia e estou aqui para trabalhar a 100 por cento. O meu presente é o Vitória e é aqui que quero ser feliz.

O Vitória não vence há mais de dois meses. Espera contribuir para a melhoria da equipa?

É verdade que a equipa não ganha há alguns jogos, mas também não perde há três. Quando não se perde estamos mais perto de ganhar. O grupo é muito forte e está confiante. Desde que cheguei notei que o grupo é muito unido e isso é fundamental para atingir os nossos objectivos na I Liga. Sou mais um para ajudar e quando remamos todos para o mesmo lado as coisas são mais fáceis e a vitória fica mais perto. O grupo merece.

O adversário de sábado é o FC Porto. O que espera desse jogo?

É nos grandes jogos que as coisas podem acontecer e é aí que se pode dar o clique. O FC Porto é uma grande equipa e ainda ontem [terça-feira] o demonstrou num terreno difícil [derrota, 2-1, com a Roma na Liga dos Campeões]. Acredito que esta equipa está muito perto de ganhar. Vamos discutir o jogo porque a nossa equipa gosta de o fazer. O ‘mister’ Sandro também impõe esse estilo de jogo. Vamos jogar olhos nos olhos do adversário. Se pudermos ganhar, vamos fazer tudo para que isso aconteça.

Qual a estratégia para surpreender o adversário no seu estádio?

O FC Porto tem muita qualidade mas a nossa principal arma é querermos ganhar muito mais do que eles. Se isso acontecer, estamos muito mais perto de ganhar.

Pode jogar em várias posições. Onde espera ser mais útil?

Consigo fazer algumas posições na zona ofensiva. Neste estilo de jogo, penso que a posição onde posso dar mais é aquela em que joguei no último jogo [com o Belenenses SAD], ou seja, como interior esquerdo. É aí que me sinto mais confortável e posso dar mais de mim à equipa.

Quais as suas principais referências?

A minha maior referência é o Cristiano Ronaldo. É o melhor e é nele que me foco. O que tem não caiu do céu. Só foi possível com muito trabalho.

Depois do FC Porto, segue-se um duelo entre Vitórias. Vai ser especial o reencontro com a sua antiga equipa?

Posso garantir que nesse jogo virá muita gente de Guimarães para apoiar o Vitória de Setúbal (risos). Para mim, vai ser um jogo muito bonito e especial por defrontar ex-colegas e amigos. O que mais quero nesse jogo é que fiquemos com os três pontos.

Ricardo Lopes
Jornalista
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