«Depois da pandemia voltaremos com muita força para colocarmos o Vitória no lugar que merece»

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“Temos a noção que o clube precisa de muita reestruturação e é isso que estamos a fazer em casa”, disse o líder dos sadinos, acrescentando: “Estou cá para dar a cara e fazer a minha parte”.

 

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Empossado a 20 de Janeiro de 2020 como presidente do Vitória FC, Paulo Gomes teve de lidar nos últimos dois meses e meio com inúmeras dificuldades na gestão do emblema setubalense. Apesar dos obstáculos que teve, e tem, pela frente, o dirigente faz um balanço positivo da experiência e promete lutar sempre em prol do clube, que se debate actualmente com as complicações comuns à maioria dos clubes portugueses devido à pandemia de Covid-19.

“Depois de um primeiro mês dificílimo, nada previa que voltasse a ter uma situação tão complicada como esta. Mas estou cá para dar a cara e fazer a minha parte, eu e a direcção que me acompanha e tão bem me representa nas mais diversas áreas. Temos a noção que o clube precisa de muita reestruturação e é isso que estamos a fazer em casa para depois desta pandemia voltarmos em grande, com muita força, e colocarmos o Vitória FC no lugar que merece”.

Em entrevista concedida à Sport TV, Paulo Gomes admitiu que a suspensão do campeonato, o cancelamento das provas de formação e o encerramento dos restantes serviços, nomeadamente do Bingo, as receitas passaram a ser escassas no clube, o que agravou a situação financeira do Vitória e de grande parte dos clubes nacionais. O líder dos sadinos que para atenuar os efeitos da paragem na actividade desportiva, as verbas das transmissões televisivas terão um papel preponderante.

“A maioria dos clubes da I Liga depende das suas receitas das transmissões televisivas e, como tal, estão dependentes da forma como as mesmas forem feitas. Durante o mês de Abril vamos trabalhar em conjunto. No caso do Vitória é importante que os seus funcionários, staff e jogadores tenham os seus ordenados a tempo e horas. É esse o objectivo e vamos tentar cumprir em função das receitas que tivermos.  Há neste momento um esforço enorme do clube para tentar cumprir com essas mesmas pessoas”.

O presidente dos vitorianos fez questão de deixar uma palavra aos adeptos. “Talvez seja este um ponto de união em torno do clube para tentarmos ultrapassar esta fase de muita dificuldade, ficando em casa, mas estando sempre junto do clube nas acções que vai desenvolvendo. Quero deixar uma mensagem de esperança, tranquilidade e união entre todos os portugueses, em especial os setubalenses, com a certeza de que estaremos sempre na linha da frente, seguindo as normas, no nosso caso ficando em casa, valorizando sempre quem está no terreno no combate a esta pandemia”.

«O Vitória não irá tomar posições sozinho»

Ao mesmo canal televisivo, Paulo Gomes afirmou ser ainda cedo para assegurar a forma como o campeonato vai terminar. Depois de várias reuniões com os organismos que regem o futebol nacional e os demais clubes profissionais, o dirigente reiterou que a intenção dos clubes passa por finalizar a época, objectivo que tem levado os clubes a trabalhar em conjunto nas últimas semanas.

“Nós sabemos que o que é verdade hoje, daqui a um mês poderá não ser tão verdade assim. Por isso é que temos a necessidade de nos organizar. Depois logo veremos se será à porta aberta ou fechada. Depende da evolução da pandemia e de podermos, de facto, jogar nessa altura, como é óbvio. Provavelmente será à porta fechada. Os clubes têm compromissos assumidos e é importante que a época termine para que possam cumprir com esses pressupostos”, vincou.

E acrescenta: “O Vitória FC não irá tomar posições sozinho. Os clubes estão unidos por um bem comum e terá de haver consenso. Sabemos que a maioria dos contratos dos jogadores termina a 30 de Junho. Acho que a entidade organizadora, neste caso a Liga, os clubes, os representantes dos jogadores e os próprios jogadores têm interesse em que o campeonato acabe, até para a valorização do próprio espetáculo e para que os jogadores possam ainda aparecer neste final de temporada. Penso que o bom senso vai prevalecer e a negociação não será tão difícil como parece”.

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