“Amora estava bem posicionado e tinha condições para subir de divisão”

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“A FPF deveria ter em consideração as posições à data da decisão e perceber que há clubes que se esforçaram e investiram bastante, para alcançarem o objectivo”, diz o treinador Ademar Colaço.

A Federação Portuguesa de Futebol anunciou o término dos campeonatos não profissionais de futebol e futsal masculino e feminino, sem atribuição de títulos nem o tradicional regime de subidas e descidas.

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A decisão, embora seja compreensível pelas razões sobejamente conhecidas, não foi do agrado de todos principalmente por parte daqueles que seguiam nos lugares da frente, que eram apologistas da realização de um play-off de promoção.

Para Ademar Colaço, treinador do Amora, que repartia o comando da Série Sul com o Torreense, foi frustrante não poder concluir o campeonato de forma normal porque no seu entender tinha condições para assegurar a subida de divisão.

Na conversa que tivemos Ademar Colaço falou também do jogo da Taça de Portugal com o Benfica, do jeito que dá ter Mafalda Marujo no plantel e adiantou que a nova época já está a ser preparada em conjunto com a directora desportiva e com o presidente do clube.

 

No seu entender a decisão da FPF foi a melhor ou poderia ter sido encontrada outra solução?

Talvez pudessem ter esperado mais um pouco, mas também quem toma estas decisões não as faz de ânimo leve e a prioridade é a saúde de todos nós, neste momento. As outras soluções dependeriam sempre de quando esta pandemia terminasse e o tempo que haveria para jogar, e isso é uma incógnita.

 

Sentiu alguma frustração por não ter concluído o campeonato de forma normal?

Sentimos que tínhamos condições para assegurar a subida no campo e não o conseguindo fazer há sempre uma frustração.

 

A equipa venceu a sua série na primeira fase e encontrava-se agora juntamente com o Torreense na frente da série sul. O objectivo passava mesmo pela subida à Liga BPI?

Sim esse era claramente o objectivo e, como disse anteriormente, acreditávamos ser possível. Estávamos bem posicionados e num excelente momento. Creio que a FPF tem de ter em consideração as posições à data da decisão e perceber que há clubes, como foi o nosso caso, que se esforçaram e investiram bastante para o crescimento desta modalidade e ao terem essa consideração deveriam também premiar esses clubes.

 

Para o campeonato sofreu apenas uma derrota, curiosamente no Estoril, a sua anterior equipa. O que se passou nesse jogo?

Não entrámos bem no jogo e a equipa que jogou pelo Estoril também nada tinha a ver com a equipa que eu treinava, pois desceram algumas atletas da equipa A. Mas isso não é desculpa nenhuma, tínhamos mais do que capacidade para vencer mas do outro lado também havia atletas que fizeram um jogo com uma vontade acrescida mas nós não fomos eficazes e não estivemos à altura do desafio. Foi um jogo que serviu para algumas mudanças de mentalidade, que nos fez crescer. A partir desse jogo crescemos imenso e tornámo-nos uma equipa diferente. Outro dos factores foi a mudança de sistema e modelo no que a nossa forma de jogar diz respeito e isso também não ajudou. Foi o meu primeiro jogo e algumas ideias ainda não estavam assimiladas.

 

Contra o Benfica para a Taça de Portugal, o Amora conseguiu marcar dois golos coisa que ninguém tinha conseguido fazer até ao momento. Que significado teve este facto?

Teve um significado especial porque até hoje só duas equipas o conseguiram fazer e duas equipas profissionais. Sabíamos que seria um jogo muito difícil mas tínhamos esse objectivo de marcar e acaba por ter um significado especial.

 

Ter no plantel uma jogadora como a Mafalda Marujo dá muito jeito…

Ajuda imenso. Eu já conhecia a Mafalda apesar de nunca termos trabalhado juntos. Ao chegar e ver o seu índice de trabalho fiquei surpreendido, é uma atleta exemplar com um profissionalismo e empenho extraordinários. Estou muito contente por a ter aqui connosco.

 

Já há alguma coisa de concreto em relação à próxima época?

Sim já estamos há algum tempo a preparar a próxima época em conjunto com o presidente e a nossa directora desportiva e agora com esta decisão começamos a acelerar alguns processos de forma a nos prepararmos da melhor forma em função dos objectivos.

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