Presidente do Vitória garante que não vai recorrer ao ‘lay-off’

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“O Vitória tem os ordenados em dia e assumimos perante o plantel que vamos pagar a totalidade dos vencimentos que estão contratualizados”, disse Paulo Gomes.

 

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O presidente Paulo Gomes assumiu perante os capitães do Vitória FC – José Semedo, Nuno Pinto, Sílvio e Zequinha –, que o clube não vai recorrer ao lay-off para enfrentar as dificuldades financeiras durante a pandemia da Covid-19. Na reunião que teve por videoconferência com os jogadores, o dirigente vincou a posição que sempre teve sobre o assunto. “O Vitória, muito honestamente, não é adepto do lay-off. Essa seria a última das últimas opções que iríamos tomar”.

E sublinhou na entrevista que concedeu à Rádio Renascença: “Neste momento, o Vitória tem os ordenados em dia e assumimos perante o plantel que vamos pagar a totalidade dos vencimentos que estão contratualizados e criámos um acordo com toda a estrutura. Tivemos de criar prioridades, essencialmente negociar com fornecedores para privilegiar as pessoas. Criámos uma estratégia para que esses salários sejam pagos e vamos cumprir”.

Paulo Gomes não especificou as medidas a adotar como contrapartida, mas estas poderão passar por um ajuste de datas. “Estamos a criar um acordo para estabelecer a forma como vai ser feito. Criámos uma estratégia para que os meses seguintes sejam pagos”, referiu em, frisando a importância de concluir o campeonato. “É fundamental para os clubes que a receita final nos possa chegar, caso contrário seria o colapso de muitos clubes”.

Sobre as questões contratuais e à sua duração – recorde-se que os vínculos estabelecidos entre clube e atletas vigoram até 30 de Junho –, o dirigente acredita que essa questão será ultrapassada porque é algo que interessa a todas as partes. “Já fizemos chegar aos jogadores que o campeonato é para terminar e eles querem que isso suceda. Em casa os jogadores não se mostram, o espetáculo é feito com os jogadores no relvado. Se não estiverem lá, dificilmente conseguem os contratos que desejam”.

O líder dos setubalenses, que está optimista de que “o consenso está criado e chegará a bom porto”, afirma que a conclusão da I Liga é vital para a sobrevivência da maioria dos clubes nacionais. “Não queremos voltar sem as condições exigidas para o efeito. Não faz sentido nenhum. Mas tenho a confiança de que vamos voltar e ainda vai haver futebol. Há um espaço temporal para isso se fazer porque é fundamental para os clubes que essa receita final possa chegar. Se assim não fosse, isso seria o colapso total de alguns deles”.

Na mesma entrevista concedida ao programa Bola Branca da RR, Paulo Gomes sublinhou que todos os emblemas que integram as reuniões da Liga de Clubes têm “trabalhado em conjunto” para a resolução dos problemas causados pela paragem da prova. “Os presidentes falam quase todos os dias uns com os outros. Existem muitas coisas em cima da mesa de forma a que os clubes consigam chegar ao fim deste flagelo em condições de cumprir com os seus pressupostos”.

A finalizar, o dirigente deixou uma palavra especial para os adeptos. “Gostaria de deixar uma mensagem de esperança e que todos façamos o nosso trabalho, que é diminuir ao máximo os tempos desta pandemia e valorizar sempre quem está na linha da frente. Depois, uma palavra aos vitorianos e setubalenses. Quando voltarmos, vamos voltar fortes e estaremos todos juntos na luta pelo crescimento do nosso clube e pelo posicionamento tão importante que tem a nível nacional”.

Quotas pagas no Alegro à quarta-feira

Numa nota publicada na página oficial do clube na Internet, o Vitória informa que manterá às quartas-feiras o habitual cobrador junto ao balcão das informações do hipermercado Auchan, no Alegro de Setúbal. Uma vez que muitos sócios “usufruem com assiduidade dos descontos resultantes da parceria existente com o grupo Auchan, e sendo estes descontos importantes para a maioria das famílias nesta época que agora atravessamos”, o clube, para possibilitar a regularização das quotas necessárias à obtenção dos respectivos descontos, mantém o seu colaborador (devidamente protegido, conforme as indicações da Direção Geral da Saúde) no local habitual.

O horário de funcionamento para proceder ao pagamento presencial de quotas será das 9:00h às 12:30h e das 14:30h às 19:00h. Se preferirem, os associados podem ainda regularizar as suas quotas através de transferência bancária: IBAN: PT50 0045 5450 4021 9139 1985 5.

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