“Todos nós gostaríamos de realizar os jogos em falta”

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Luís Tralhão

O ex-treinador das camadas jovens do Benfica faz um balanço positivo da época porque conseguiu integrar alguns jogadores na equipa principal.

 

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Luís Tralhão depois de 12 épocas consecutivas a trabalhar na formação do Sport Lisboa e Benfica, trocou no início desta temporada as águias pelos sub-23 do Cova da Piedade, que participaram na Liga Revelação. O treinador de 41 anos, que chegou a orientar de forma provisória a equipa principal na II Liga, mostra-se satisfeito com o trabalho realizado e considera a experiência muito enriquecedora.

 

“O balanço que faço é positivo. Em primeiro lugar porque vários jogadores conseguiram integrar a equipa principal, esse é sempre o objectivo principal. Por outro lado, ficamos orgulhosos pela forma como a equipa conseguiu ao longo de toda a época demonstrar qualidade colectiva e individual numa competição exigente como a Liga Revelação. O espírito de equipa, de união, trabalho e superação deste grupo de jogadores é algo que esta equipa técnica jamais esquecerá. Foram fantásticos e há que lhes dar todo o mérito”, referiu a propósito.

 

Como foi divulgado atempadamente, a Taça Revelação de Sub-23 foi cancelada pela Federação Portuguesa de Futebol, decisão que merece a sua aprovação.

 

“Sim, concordo plenamente com a decisão. Creio que as circunstâncias em que vivemos actualmente não permitem garantir a segurança de todos os intervenientes e essa é, evidentemente, a principal prioridade. Mas, claro que nos custa não terminar a competição. Tanto a equipa técnica como os jogadores gostariam de realizar os jogos em falta”.

 

Nesta situação de quarentena, Luís Tralhão confessa que faz agora em casa coisas que anteriormente não fazia. “Faço mais tarefas domésticas, vejo algumas séries televisivas e, claro, exploro praticamente todos os brinquedos que os meus filhos têm. Aproveito também para fazer mais exercício físico, que até à data não fazia por falta de tempo”.

 

O treinador do Cova da Piedade considera que a pandemia “é uma situação completamente inesperada para qual a nossa sociedade não estava preparada. O mais importante é garantir a nossa segurança e a dos outros. Ter uma atitude cívica e responsável é o caminho certo para ultrapassar este grave problema”.

 

Neste momento, “dadas as atuais circunstâncias vou passando a maior parte do tempo com os meus filhos. Por serem ainda muito novos são muito exigentes e isso requer muita atenção. Também tento acompanhar a actualidade informativa. Em termos profissionais vou estando em contacto com colegas para partilhar experiências e informação”.

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