30 Novembro 2020, Segunda-feira
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“O futebol é a minha paixão mas em Portugal não dá para viver só dele”

Goleador tem 30 anos e gostava de continuar por cá mas jogar no estrangeiro é uma forte hipótese.

 

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Bruninho, que iniciou a época no Campeonato de Portugal ao serviço do Desportivo Fabril e depois se transferiu para o Oriental Dragon, foi o melhor marcador do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

 

O avançado de 30 anos, que no seu curriculum de jogador conta com passagens pelo Arrentela, Paio Pires, Amora, Benfica de Macau, Windsor (Macau), Monte de Caparica e Desportivo Fabril, marcou 16 golos no principal campeonato do futebol setubalense, em 12 jogos realizados.

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No Desportivo Fabril, onde começou a época, já havia marcado três elevando assim a sua marca pessoal para 19. Convém entretanto dizer que na época anterior havia marcado 35 golos em representação da equipa do Lavradio, que se sagrou campeã distrital.

 

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Bruninho deixou a sua marca de goleador em praticamente todos os jogos que disputou. A única excepção foi contra o Charneca de Caparica que terminou empatado a zero. Estreou-se com a camisola do Oriental Dragon frente aos Pescadores da Caparica com um golo, depois seguiu-se um hat-trick contra o FC Setúbal, um golo ao Palmelense, dois ao Sesimbra, um ao Vasco da Gama, dois ao Beira Mar de Almada, um ao Comércio Indústria e Grandolense, dois ao Moitense, um ao Cova da Piedade “B” e um ao Barreirense.

 

Voltaste a ser o melhor marcador do campeonato, mas esta época foi um pouco diferente das outras porque começaste num clube e depois mudaste para outro!

Comecei no Desportivo Fabril porque queria experimentar o Campeonato de Portugal e para ser sincero gostei. Não tem nada a ver com aquilo que era há anos atrás em que havia maior equilíbrio entre as equipas que treinavam na sua maioria ao fim da tarde. Hoje em dia, as equipas que querem chegar aos primeiros lugares têm que ser quase profissionais para não andarem na corda bamba, como aconteceu com o Fabril. Ganhámos um jogo ao Lusitano de Évora (3-1) onde marquei dois golos e fiz uma assistência, depois empatámos e o resto foi só derrotas. Tínhamos uma excelente equipa mas não estava a ser fácil porque só treinávamos à noite e mudámos de treinador.

 

E daí a mudança, claro!

Não vou expor aqui a minha situação, só posso dizer que a minha transferência foi muito chata. É verdade que eu queria sair porque fico doido quando perco e perder todos os fins-de-semana não é fácil. O Oriental Dragon estava interessado em mim desde a época anterior e o proprietário do clube que é amigo do presidente do Desportivo Fabril acertou tudo com ele. Acabei o jogo com o Loures completamente de ‘rastos’ e todo ‘partido’. Eles sabiam que era o meu último jogo mas fizeram tudo nas minhas costas e pelo que sei envolveu bastante dinheiro não só pela minha transferência mas também pela de outros colegas. O mundo é bom para espertos.

 

Quando ingressaste no Oriental Dragon alguma vez pensaste que poderias ser o melhor marcador?

Quando cheguei a equipa já estava muito bem composta e com os reforços que iam chegar ainda ficava melhor. Sabia que não era fácil apanhar o Ruizinho (Alcochetense) que já tinha 9 ou 10 golos mas pela forma como trabalhávamos e pela qualidade da equipa facilmente cheguei à conclusão que, com a ajuda dos meus colegas, iria conseguir. E assim foi.

 

Qual a tua opinião sobre a indecisão que paira no campeonato em relação à subida de divisão?

Em minha opinião, só têm que nos dar as faixas de campeão porque estamos no primeiro lugar e tínhamos 11 pontos de vantagem, ninguém nos iria apanhar. Este campeonato ganha-se na primeira volta e não na segunda. Temos todo o mérito porque fomos realmente melhores. Se não subirmos de divisão é muito injusto porque andámos sete meses a trabalhar forte deixando para segundo plano as famílias. Mas temos fé que vamos subir, creio que está tudo bem encaminhado neste sentido e que essa possibilidade está completamente em aberto.

 

E em relação à próxima época qual vai ser o teu futuro?

Ainda não tenho nada em mente. Vamos ver o que vai surgir. Tenho umas coisas em vista para ir novamente para fora do país mas não convém muito porque tenho dois filhos e é neles que tenho que pensar. Prefiro ficar por cá, vamos ver o que vai aparecer. O futebol é a minha paixão mas em Portugal não dá para viver só dele. Só com grandes conhecimentos ou com um bom empresário é que te consegues safar. É esta a triste realidade em Portugal.

 

Como tens lidado com esta situação de pandemia. Tens ficado em casa?

Não é fácil lidar com esta situação. Sim, tenho ficado em casa mas de vez em quando lá tenho que ir trabalhar. O mundo nunca vai ser o mesmo, muitas pessoas ainda não têm a noção que este vírus é devastador e pensam que só afecta os outros. Tenho feito exercícios com meu filho em casa, vou correr com ele, mas não é mesma coisa. Tocar numa bola faz muita falta mas em primeiro lugar deve estar a saúde porque sem ela não somos ninguém.

 

José Pina
Jornalista
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