30 Novembro 2020, Segunda-feira
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“Orgulho pela qualidade de jogo que a equipa colocou em prática”

Apesar do bom trabalho realizado o treinador não continua no clube

 

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O Futebol Clube Barreirense terminou o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão em segundo lugar com os mesmos pontos que Sesimbra e Alcochetense. Não foi certamente a posição desejada mas foi a possível tendo em conta os cinco empates obtidos nas seis primeiras jornadas, resultados que influenciaram a mudança no comando técnico da equipa.

João Miguel Parreira teve o condão de dar a volta à situação. As vitórias começaram a surgir, a equipa ganhou mais confiança, a qualidade de futebol praticado melhorou substancialmente e, salvo um ou outro percalço, foi subindo na tabela classificativa e terminou numa posição que, em situação normal, daria direito a participar na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal da próxima temporada.

Em entrevista a O SETUBALENSE João Miguel Parreira fez uma breve análise ao comportamento da equipa, deixou a sua opinião sobre a forma como o campeonato terminou, falou sobre o que é viver sem futebol, o que pensa sobre a pandemia e das suas perspectivas para o futuro.

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O Barreirense estava em segundo lugar quando o campeonato foi interrompido. Qual a análise que faz ao comportamento da equipa?

Entrámos à sexta jornada e em sétimo lugar. E terminámos, como disse, na segunda posição, o que num campeonato nacional daria acesso à subida ou, no mínimo, a um ‘play-off’. Mas mais importante do que as vitórias alcançadas e a subida na tabela, gostaria de realçar aquilo que foi a qualidade de jogo da equipa do Barreirense. A qualidade de jogo que estes jogadores colocaram em prática é o que nos deve orgulhar verdadeiramente.

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Ficou satisfeito com o trabalho desenvolvido?

Creio que os resultados falam por si. Sobretudo pela qualidade de jogo e mentalidade que conseguimos ter, todos juntos. Claro que são motivos de orgulho. Foi e é um grupo extraordinário que tive o privilégio de comandar. Grupo esse, que até não foi escolhido por mim, mas pelo meu antecessor [Rui Fonseca], que terá forçosamente de ter o seu mérito. Tal como toda a direcção, que nunca deixou que algo nos faltasse.

 

Dar o campeonato por concluído foi uma medida sensata?

Sim. Não há como negar. Para o bem de todos, foi a melhor decisão.

 

Por que razão não continua na próxima época?

Primeiramente saio de consciência tranquila, absolutamente seguro de que tudo fiz para tornar este enorme emblema, num clube ainda maior. Mas nem sempre as visões que temos para o futuro coincidem, por isso decidi sair e deixar o lugar disponível para que outro treinador possa vir trabalhar dentro da visão definida pelo clube. Saio orgulhoso por representar este clube e pelo trabalho realizado agradecendo o apoio de todos.

 

A partir de agora passa então a ser um treinador disponível?

Sou treinador de futebol e, como tal, estou e estarei sempre pronto para abraçar novos projectos. O dia de amanhã ainda é uma incógnita, mas sinto-me preparado para qualquer desafio, e quanto mais exigente melhor. Sou ambicioso por natureza, e sei do valor do meu trabalho.

 

Tem sido difícil viver sem futebol?

Bastante. É a minha vida, a minha dedicação e a minha grande paixão. Mas há tempo para tudo. E agora é tempo de nos protegermos e de estar com os nossos, dedicando também mais algum tempo àqueles que, por vezes, não têm tanto da nossa atenção.

 

Esta situação causada pelo coronavírus mudou de alguma forma as suas rotinas diárias?

Por muito que nos queiramos adaptar, e por vezes até negar o impacto da situação actual, é inegável que acabamos por mudar e muito o que é a nossa rotina. A falta dos treinos, do contacto frequente com os jogadores, a preparação das sessões de trabalho, as conversas com os meus adjuntos e as reuniões. O futebol parou e nós tivemos de parar e mudar, também. Veremos se voltará igual. Tanto o futebol como a sociedade.

 

Tem algo mais a acrescentar?

Gostaria de fazer um apelo às gentes do futebol. Dos jogadores aos treinadores, passando pelos agentes e directores: é urgente mudar mentalidades e promover o melhor que este desporto tem. Espera-nos uma crise sem precedentes, e seria bom que nos uníssemos em prol de um futebol melhor. Um futebol onde os protagonistas deverão ser os que pisam as quatro linhas, um futebol alheio a polémicas e vícios, e onde os adeptos sentem gosto pelo que vêem, semana após semana.

José Pina
Jornalista
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