“Vitória tem sido exemplar ao nível de prevenção e segurança”

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Ao Canal 11, o defesa elogiou a forma como toda a estrutura tem trabalhado no Bonfim.

 

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De que forma viveu os dias em que pôde regressar ao Bonfim para reiniciar os treinos?

Sem dúvida que foi um regresso muito feliz. Quando estamos no final do campeonato e vamos de férias, passadas uma ou duas semanas já queremos a pré-época para estar com os colegas e voltarmos a fazer as coisas que mais gostamos. Não estávamos preparados para isto. Ainda faltavam 10 jogos quando tivemos de parar o campeonato. Voltámos agora com uma felicidade tremenda.

A situação que vivemos obrigou a novos hábitos no estádio…

Temos tido todas as condições possíveis. O clube tem sido exemplar ao nível de prevenção e segurança. Todos temos sido testados e estamos em condições de prosseguir.

O trabalho que têm vindo a realizar é comparável ao de uma pré-época ou há diferenças?

É perfeitamente igual. Na primeira semana trabalhámos com quatro grupos pequenos de seis jogadores divididos pelo campo. Posso garantir que foi mais do que uma pré-época normal porque trabalhámos muito o físico. Na semana passada já trabalhámos com dois grupos e tivemos mais bola e trabalhámos sistemas técnicos e tácticos. Esta semana já começámos com o grupo inteiro e já deu para sentir um pouco o que é a normalidade.

A qualidade do futebol que se vai ver no reatamento do campeonato pode ter ficado a perder com esta interrupção ou é possível retomar com os níveis de antes?

Nos primeiros jogos talvez seja um pouco complicado chegarmos ao ritmo em que estávamos antes da paragem. É normal que isso aconteça. Agora começou a Bundesliga, na Alemanha, e vimos alguns jogadores com algumas queixas físicas porque o ritmo não é igual, mas creio que ao fim de dois ou três jogos já não haverá grande problema quanto a isso. O que poderá talvez mudar é a questão dos estádios fechados porque há clubes que beneficiam porque sabemos perfeitamente que há equipas em que o factor casa é muito importante.

Como antecipa o resto da temporada. O que espera até ao final?

Espero conseguir ganhar os jogos todos (risos). Era o ideal de acontecer. Creio que as coisas vão correr bem. Como disse, o Vitória tem sido um exemplo. Não estou surpreendido e estou muito feliz pelo que tenho encontrado diariamente. Vejo que a estrutura está a cumprir rigorosamente com tudo e creio que as coisas vão correr dentro da normalidade.

Que mensagem tem para os adeptos do futebol que não vão poder estar nos estádios?

Digo aos adeptos e todos os associados que sejam pacientes que isto não vai durar para sempre. Logo, logo, esperamos que na próxima temporada, as coisas estejam todas normalizadas e vamos estar todos juntos outra vez.

 

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Julio Velázquez

“Gostaríamos de jogar no nosso estádio mas iremos adaptar-nos às circunstâncias”

Julio Velázquez, treinador do Vitória, não esconde o seu desejo de poder jogar no Bonfim as partidas que restam à sua equipa disputar na condição de conjunto visitado na I Liga. “Gostaríamos de jogar no Bonfim, em Setúbal, como o presidente já disse a nossa equipa é Vitória de Setúbal e gostaríamos de jogar no nosso estádio, mas iremos adaptar-nos às circunstâncias e, como sempre, com máxima responsabilidade e profissionalismo”, disse em declarações à TVI.

Apesar da sua vontade, o técnico espanhol assegura estar preparado para qualquer decisão que venha a ser tomada. “Não sei o que vai acontecer. Estamos a treinar e ficamos na expectativa para saber a decisão. Queremos jogar no nosso estádio e na nossa cidade, mas não depende de nós. É uma situação em que o presidente e a direcção estão a trabalhar para que assim seja. A nossa obrigação, enquanto profissionais da equipa, é trabalhar com a máxima vontade e, depois, a decisão que for tomada será a que iremos aceitar. Teremos de jogar onde os jogos forem marcados”.

Questionado sobre se está preocupado com as lesões que os seus jogadores podem contrair no reatamento do campeonato, Julio Velázquez é peremprório. “É uma situação que temos de ter em conta. Por exemplo, quando voltámos aos treinos tivemos muita precaução. Na primeira semana só fizemos treinos individuais e na segunda trabalhámos a nível táctico em dois turnos, com situações com e sem bola nas diferentes fases do jogo. Este momento é muito particular e temos de ter muita precaução”.

E acrescenta: “Temos de ir passo a passo porque não é uma situação igual à da pré-época. Na pré-época estás com o teu filho, na praia, na piscina e passeias com a mulher. Agora é um período em que todos ficamos em casa e foi aí que se trabalhou em condições muito particulares”, disse, comentado o sucedido no campeonato alemão. “Na Bundesliga pudemos ver situações perigosas sobretudo a nível muscular. É algo que é implícito ao jogo e às condições deste momento. Temos de olhar para esta situação da maneira mais inteligente possível”.

 

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