Treinador Julio Velázquez obrigado a fazer alterações com o Marítimo

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Depois de defrontarem o Benfica, José Semedo e Ghilas não são opção.

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A pouco mais de uma semana do primeiro encontro na I Liga após a paragem – será a 4 de Junho (19 horas) com o Marítimo –, o treinador do Vitória FC, Julio Velázquez, sabe de antemão que não vai poder contar com o contributo de dois jogadores que foram titulares na última partida dos sadinos. O médio José Semedo e o avançado Ghilas, que ajudaram a impor um empate (1-1) com o Benfica a 7 de Março, falham a deslocação à Madeira.

No meio-campo, o capitão José Semedo, por ter completado uma série de nove cartões amarelos ao ser advertido diante das águias não vai viajar com o plantel para o Funchal devido ao castigo que irá cumprir. O setubalense, de 35 anos, foi titular na equipa em 20 das 24 rondas realizadas e vai falhar o confronto com o Marítimo, actual 15.º classificado com 24 pontos.

Para colmatar a vaga no meio-campo, o técnico espanhol, de 38 anos, poderá apostar em Leandro Vilela ou Leandrinho. Além dos brasileiros, não está excluída a possibilidade de o treinador abdicar da posição de médio defensivo e apostar em três centrais, solução que foi utilizada na última vez em que José Semedo não actuou [triunfo 3-0 do Vitória em Tondela]. Recorde-se qu nesse encontro da 18.ª jornada alinharam Artur Jorge, Bruno Pirri e Jubal.

No sector ofensivo, o franco-argelino Ghilas, que também foi titular com o Benfica, também é baixa na equipa. O atacante, que tinha participado em 19 partidas e marcado cinco golos, rescindiu no passado dia 7 de Maio o contrato que o vinculava ao clube. Para o lugar de Ghilas, Julio Velázquez deverá recorrer a Guedes, avançado de 33 anos que contabiliza quatro golos e, 15 jogos oficiais.

Plantel voltou ao trabalho

Depois de dois dias de folga concedidos pelo treinador Julio Velázquez, o plantel do Vitória regressou ontem de manhã ao trabalho no Estádio do Bonfim. A 10 dias do reatamento do campeonato, os setubalenses, que voltaram no fim-de-semana a testar negativo no quarto rastreio à Covid-19, continuaram a afinar a estratégia para o primeiro jogo pós-paragem, diante do Marítimo, no próximo dia 4 de Junho.

Ao contrário do que tem acontecido desde que regressaram ao trabalho no início do mês, o Bonfim será esta semana palco de seis sessões de trabalho, mais uma do que as cinco realizadas de 4 de Maio até hoje. O primeiro desses aprontos está agendado para as 10 horas de hoje, novamente no estádio do conjunto setubalense.

Entretanto, o presidente Paulo Gomes, que sucedeu há cerca de quatro meses a Vítor Hugo Valente na liderança dos destinos do clube, continua a ter de resolver vários problemas na vida do clube. O esforço financeiro que os sadinos têm de fazer é, desde que entrou em funções no passado mês de Janeiro, uma realidade diária no Bonfim. “Cheguei há pouco tempo e foi feito um investimento financeiro grande para chegarmos a 31 de Janeiro nas condições devidas”.

Também em declarações que tinha prestado à Sport TV, o dirigente setubalense falou do momento actual e fez questão de deixar uma palavra de agradecimento aos profissionais do clube. “Não só a quebra de receitas foi abrupta como tivemos de fazer muitos acordos dentro do clube. Deixo uma palavra de agradecimento a todos os atletas que se calhar daqui a dois meses nunca mais vão passar pela cidade de Setúbal e, mesmo assim, foram os primeiros a assinar esses acordos”.

Paulo Gomes manifestou também a sua preocupação com as demais modalidades e os atletas que praticam desporto no emblema sadino. “Temos outro problema porque o Vitória não é só futebol. Temos quase dois mil atletas que deixaram de praticar a sua modalidade. Não havendo receitas, com o bingo parado e a estrutura completamente parada foi difícil, mas foi para resolver problemas que fui eleito. Estamos numa paz tranquila, independentemente dos problemas que temos nesta altura”.

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