Vitória permite empate do Santa Clara após operar reviravolta no marcador

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Golos de Berto e Antonucci não foram suficientes para o reencontrar com os triunfos

 

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Na partida que marcou o regresso do Vitória FC à competição no Estádio do Bonfim, o conjunto treinado por Julio Velázquez cedeu na quarta-feira um empate (2-2) diante do Santa Clara. O resultado teve um sabor agridoce uma vez que depois de terem operado a reviravolta no marcador (com golos de Berto e Antonucci), os sadinos permitiram, aos 86 minutos, que os açorianos repusessem a igualdade através de Crysan.

Com este desfecho, e a consequente conquista de um ponto, o Vitória alcançou a fasquia dos 30 pontos e mantém uma vantagem de 10 para os lugares de despromoção quando faltam disputar oito jornadas na prova. A equipa está precisamente há oito jogos sem vencer, mas, por outro lado, como fez questão de frisar o treinador Julio Velázquez no final do encontro, obteve quatro empates nas últimas jornadas (Portimonense, Benfica, Marítimo e Santa Clara).

Mais de três meses depois de terem empatado 1-1 com o Benfica, os jogadores voltaram a jogar em Setúbal, mas, desta vez, sem o calor dos adeptos nas bancadas devido à pandemia da Covid-19. Pela frente, na partida da 26.ª jornada, o Vitória encontrou um Santa Clara moralizado pelo triunfo (3-2) obtido na ronda passada sobre o Sporting de Braga.

Com uma entrada assertiva, os açorianos conseguiram dominar o meio-campo e ameaçar por duas vezes a baliza contrária logo nos minutos iniciais. Aos 9 e 10 minutos, os brasileiros Carlos Júnior e César Martins, respectivamente, ficaram muito perto de inaugurar o marcador. O primeiro viu Artur Jorge “voar” para evitar de cabeça um golo que parecia certo, enquanto o segundo rematou cabeçeou à trave da baliza de Makaridze.

Numa primeira parte em que o Santa Clara dominou a seu bel-prazer o encontro, o golo chegou com naturalidade na transformação de uma grande penalidade, aos 38 minutos, por Thiago Santana, após uma falta cometida por Mansilla sobre Carlos Júnior no interior da área. O 1-0 para os insulares refelctia o domínio exercido pelos comandados de João Henriques no primeiro tempo em que o Vitória pouco fez para marcar.

Foi já em tempo de compensação, quando já nada o fazia prever, que os comandados de Julio Velázquez, no primeiro remate que fizeram à baliza contrária, chegaram à igualdade, aos 45+4 minutos. Após assistência de Artur Jorge (eleito por O Setubalense melhor elemento em campo), o avançado Berto aproveitou uma saída extemporânea do guarda-redes Marco para repor – com um ‘chapéu’ – o empate (1-1) no derradeiro lance do primeiro tempo.

Após o intervalo, o Vitória, galvanizado pelo golo obtido no final do primeiro tempo, entrou mais dinâmico e veloz. Essa atitude quase permitiu à equipa operar a reviravolta no marcador na sequência de um cabeceamento de Guedes, aos 58 minutos, que só não deu golo devido a uma defesa atenta do guarda-redes Marco.

Depois do aviso, a equipa setubalense acabou mesmo a celebrar. Éber Bessa e Antonucci, jogadores lançados por Julio Velázquez aos 60 minutos, construíram o lance que permitiu ao Vitória chegar ao 2-1. Aos 78, o brasileiro cruzou na direita e o italiano, livre de marcação, no interior da área, surgiu oportuno a encostar para o tento da reviravolta (2-1).

Apesar do revés, o Santa Clara não se deu por vencido e logrou a igualdade aos 86 minutos, momento em que o avançado brasileiro Crysan, que entrou aos 74 minutos, aproveitou a confusão na área sadina para rematar para o 2-2, resultado com que terminou o encontro em Setúbal.

«Merecíamos os três pontos»

Na partida que três meses depois marcou o regresso ao Bonfim, o Vitória somou o seu oitavo jogo sem vencer na Liga, mas o treinador Julio Velázquez opta por destacar outro dado. “É a questão do copo meio cheio ou vazio. Olho para o lado positivo das coisas. Não ganhamos há oito, mas estamos há quatro jornadas sem perder e isso é positivo e motivo para nos deixar contentes.”

Para o técnico espanhol, os sadinos foram melhores que os açorianos. “Fomos superiores em todos os momentos. Merecíamos claramente os três pontos. O adversário não foi superior na primeira parte, período em que fomos muito condicionados pelo vento. Fizemos um jogo em que merecíamos os três pontos”, disse, discordando da acusação de João Henriques de a sua equipa ser faltosa. “Respeito a opinião, mas não concordo”.

Com o empate, o Vitória atingiu a fasquia dos 30 pontos, mas Julio Velázquez, quando ainda faltam discutir oito jornadas, não quer ouvir falar das contas da permanência. “Agora pensamos no Boavista e em ganhar. Isso foi visível nas mudanças que fizemos. A nossa mentalidade é de equipa grande porque isso nos deixa mais perto da vitória”.

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FICHA DE JOGO

Vitória FC – Santa Clara, 2-2.

Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19

Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro)

Assistentes: Inácio Pereira e Tiago Mota.

4.º Árbitro: Luís Máximo.

VAR/AVAR: João Pinheiro e Bruno Rodrigues

 

Vitória FC:

Makaridze, Semedo, Artur Jorge, Jubal, Sílvio, Carlinhos, Nuno Valente (Éber Bessa, 60), Leandro Vilela (Montiel, 89), Berto, Mansilla (Antonucci, 60) e Guedes (Zequinha, 71).

Suplentes: Lucas Paes, Mano, Pirri, André Sousa, Leandrinho, Montiel, Antonucci, Éber Bessa e Zequinha.

Treinador: Julio Velázquez.

 

Santa Clara:

Marco, Sagna (Rafael Ramos, 80), César Martins, João Afonso, Mamadu Candé, Anderson Carvalho (Zé Manuel, 80), Osama Rashid (Nené, 74), Zaidu Sanussi (Diogo Salomão, 68), Carlos Júnior, Lincoln e Thiago Santana (Crysan, 74).

Suplentes: André Ferreira, Rafael Ramos, João Lucas, Costinha, Nené, Crysan, Diogo Salomão, Zé Manuel e Francisco Ramos.

Treinador: João Henriques.

 

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Thiago Santana, 38 minutos (grande penalidade).

1-1, Berto, 45+4.

2-1, Antonucci, 78.

2-2, Crysan, 86.

 

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Carlinhos (02), Semedo (54), Sagna (66), Berto (83), Leandro Vilela (88), Crysan (88), Artur Jorge (90+1) e Zequinha (90+3).

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