Vitória faz ‘xeque-mate’ a si próprio no Bessa devido à falta de eficácia

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Golo de Carlinhos não evita nona partida sem vencer na Liga

 

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Depois de quatro empates consecutivos, o Vitória FC perdeu ontem, por 3-1, no reduto do Boavista em partida da 27.ª jornada da I Liga. A derrota veio avolumar a longa série (já são nove jogos) que o clube leva sem ganhar no campeonato. Os sadinos, que dominaram em muitos capítulos (tiveram mais posse de bola, mais cantos e remates) podem queixar-se de si mesmos, tal foi o desperdício que tiveram em lances juntos da baliza contrária.

Já o Boavista, que aos cinco minutos se colocou em vantagem por Bueno, foi eficaz nas vezes em que chegou à baliza de Makaridze. Sauer (45) e Heriberto Tavares (90+3) fizeram os outros dois tentos do conjunto portuense, que viram o brasileiro Carlinhos, aos 64 minutos, fazer o tento vitoriano. Apesar da derrota, os sadinos mantêm uma distância significativa (nove pontos) para a linha de água numa altura em que faltam sete partidas para o final da prova.

Apesar de o primeiro sinal de perigo do jogo ter pertencido aos sadinos, que aos dois minutos, viram Carlinhos testar a atenção do guarda-redes Helton Leite num livre directo, foram os axadrezados a chegar ao golo quando estavam decorridos cinco minutos. Num lance desenvolvido na direita, Fernando Cardozo assistiu Bueno no coração da área que rematou fora do alcance de Makaridze.

Após o 1-0, o Vitória, que dispôs do maior número de oportunidades de golo no primeiro tempo, reagiu e esteve muito perto de chegar à igualdade ainda antes do primeiro quarto de hora (14 minutos), altura em que Guedes, após cruzamento de Carlinhos no flanco direito, cabeceou ao ferro da baliza boavisteira. O lance deu ânimo aos comandados de Julio Velázquez que, mesmo em desvantagem, não esmoreceram na procura da baliza contrária.

Aos 23 minutos, José Semedo, assistido por Mansilla, rematou com o pé direito à baliza de Helton Leite que, logo em seguida , viu Carlinhos errar alvo depois de combinação com Sílvio. Numa fase em que o Vitória tinha o ascendente foi a vez de Artur Jorge, aos 30 minutos, subir à área contrária para cabecear para defesa atenta do guarda-redes dos anfitriões, após canto na esquerda de Berto.

Com o avançar do cronómetro a toada manteve-se, mas o Vitória não conseguiu ter sucesso junto da baliza contrária. Apesar de os sadinos terem, aos 35 minutos, introduzido a bola na baliza contrária – Guedes empurrou a bola ao segundo poste para dentro da baliza, após assistência de Mansilla –, o tento foi anulado pelo vídeoárbitro devido a um fora-de-jogo de 80 centímetros.

À beira do intervalo, tal como tinha feito no início da partida, o Boavista foi bem mais eficaz. Aos 45 minutos Gustavo Sauer ampliou para 2-0 a vantagem da sua equipa num remate de pé esquerdo, que culminou uma boa jogada colectiva dos axadrezados. Cardozo e Marlon combinaram entre si e, depois de a bola chegar a Sauer na esquerda este só teve de colocar a bola fora do alcance de Makaridze.

No segundo tempo, o Boavista criou perigo, aos 53 minutos, quando Cardozo, assistido por Cassiano, não conseguiu evitar a defesa de Makaridze. Mais acerto tiveram, finalmente, os sadinos aos 64, momento em que Carlinhos, depois de Mansilla roubar a bola a um adversário e fazer a assistência, reduziu para 2-1 num remate forte e colocado de fora da área, que fez o Vitória reentrar na discussão do resultado.

Volvidos três minutos, o Vitória quase conseguiu chegar ao golo. Desta vez Mansilla (Guedes também não chegou à bola), que tinha estado muito bem no lance anterior, desperdiçou um cruzamento de Berto. Aos 67, o Boavista respondeu num livre directo em que Carraça, depois de a bola desviar na barreira, viu a bola passar ao lado da baliza do conjunto setubalense.

Para dar maior frescura física à equipa, Julio Velázquez operou três substituições de uma assentada quando faltavam cerca de 20 minutos para os 90. André Sousa, Montiel e Antonucci entraram para os lugares de Leandro Vilela, Éber Bessa e Mansilla. Aos 73 minutos, o defesa Artur Jorge desperdiçou de cabeça o empate, depois de uma assistência de Carlinhos. Aos 78, Guedes, assistido por Berto também não teve a pontaria desejada pelos vitorianos.

Até ao apito final, apesar da pressão vitoriana, foi o Boavista que voltou a dar uma lição de eficácia ao conjunto treinador de Julio Velázquez. Aos 90+3 minutos, Heriberto Tavares, assistido por Yusupha, rematou de pé esquerdo do coração da área, levando a bola a entrar na baliza, fechado as contas do marcador em 3-1 para o Boavista que mantém a tradição de levar a melhor sobre os setubalenses no Bessa, estádio onde já não vencem de 1990 (2-1).

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