‘Tiros nos pés’ tramam Vitória no Bonfim diante do Rio Ave

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Expulsão de Zequinha deixou sadinos a jogar com menos um desde os 54 minutos.

 

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Mais uma vez, o Vitória FC, que ontem perder por 1-2 na recepção ao Rio Ave, pode queixar-se de si depois de ter somado a segunda derrota consecutiva na I Liga. A equipa sadina até começou a vencer, mas, apenas dois minutos depois de chegarem à vantagem, permitiram que os vila-condenses empatassem na marcação de uma grande penalidade. Aos 80 minutos, já a jogar com menos um devido à expulsão de Zequinha, a equipa não conseguiu evitar que Gelson Dala marcasse o golo que ditou o desaire.

Apesar de terem estado a vencer com um golo de Guedes, aos 25 minutos, os sadinos permitiram que o Rio Ave operasse a reviravolta no marcador com golos de Taremi (27 minutos de grande penalidade) e Gelson Dala, aos 80. Ao somarem o seu décimo encontro no campeonato sem vencer (cinco empates e cinco derrotas), os comandos de Julio Velázquez dispõem agora de seis pontos de vantagem para os lugares de despromoção.

O Rio Ave, que se apresentou em Setúbal sem Diogo Figueiras, Al Musrati e Nuno Santos (todos castigados), ter estado mais pressionante nos minutos iniciais do jogo, o primeiro remate da partida foi feito, aos oito minutos, pelos sadinos – que também não contaram com o castigado Mansilla – através de Carlinhos, que, depois de boa iniciativa no flanco esquerdo, rematou para defesa atenta do guarda-redes Kieszek.

Numa primeira parte com poucas ocasiões de golo, os vila-condenses quase aproveitaram aos 19 minutos uma desatenção da defesa sadina, que não tirou a bola da zona de perigo quase permitindo que Pedro Amaral marcasse. Na resposta, aos 20, um contra-ataque do Vitória quase poderia ter possibilitado o golo a Berto. O atacante tentou picar a bola por cima de Kieszek, mas a direcção não foi a desejada.

Aos 25, o veterano Guedes teve mais pontaria ao inaugurar o marcador para os anfitriões. Depois de uma perda de bola de Rúben Gonçalves, o médio Éber Bessa, junto da área rematou para defesa incompleta de Kieszek. Na recarga, Guedes não se fez rogado e rematou colocado para o 1-0 dos setubalenses.

A vantagem da equipa de Julio Velázquez durou apenas dois minutos, uma vez que, de grande penalidade, Taremi repôs, aos 27, a igualdade para o conjunto de Vila do Conde. Na origem do pontapé da marca dos 11 metros esteve um derrube do guardião Makaridze ao atacante que se encarregou de cobrar o penálti que fez o 1-1.

Aos 34 minutos, O guarda-redes georgiano, que aos 45 foi substituído devido a lesão pelo colega de posição Lucas Paes, evitou com uma defesa difícil que o Rio Ave operasse a reviravolta no marcador ainda antes do intervalo num remate de Diego Lopes. Já aos 45+3, quando o estreante Lucas Paes já era o dono da baliza sadina, Diego Lopes voltou a ficar muito perto do golo.

Após o reatamento, aos 54 minutos, os sadinos tiveram uma enorme contrariedade, uma vez que passaram a jogar em inferioridade numérica devido ao cartão vermelho directo exibido pelo árbitro bracarense Vítor Ferreira ao avançado Zequinha. O juiz entendeu que o sadino teve uma entrada imprudente com o pé direito que acabou por atingir o vila-condense Carlos Mané.

Com menos um jogador em campo, o Vitória passou a sentir maiores dificuldades em suster os lances ofensivos do Rio Ave, que passou a ter o controlo do encontro. Numa oportunidade soberana, aos 61 minutos, Pedro Amaral, descaído sobre o lado esquerdo, acertou no poste esquerdo da baliza de Lucas Paes, que, volvidos dois minutos, travou um remate de Gelson Dala que tinha entrado aos 59.

Sem surpresa, os forasteiros chegaram ao golo por intermédio de Gelson Dala numa altura em que o cronómetro assinalava 80 minutos, tento que operou a reviravolta no marcador para o Rio Ave. No miolo da área, sem oposição directa, o atacante rematou para o 2-1 diante de um Vitória que, em desvantagem numérica, já vinha a resistir à incursões nortenhas há 25 minutos.

Até ao apito final, foi o Rio Ave quem mais perto esteve de voltar a marcar. Aos 86 minutos, Taremi desferiu um remate forte que foi travado por Lucas Paes. Numa derradeira tentativa de evitar a derrota, Julio Velázquez lançou em campo Leadro Vilela e Hachadi (renderam Jubal e Semedo), mas as alterações não surtiram o efeito desejado e os sadinos acabaram mesmo por perder por 1-2, somando o seu décimo encontro no campeonato sem vencer.

Já em tempo de compensação, o Vitória de Setúbal pode queixar-se de si próprio, umas vez que o marroquino Hachadi (entrou aos 88) desperdiçou de forma incrível, quando tinha a baliza À sua mercê, o golo do empate, levando todos os seus colegas e técnicos no banco de suplentes a erguer as mãos para o céu.

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