“Vitória sofre de défice de concentração depois do período de isolamento”

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Sadinos somam dois e empates e duas derrotas após o reatamento da I Liga

 

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Há 10 jornadas sem vencer na I Liga, é evidente para todos que o Vitória FC atravessa a sua pior fase na presente época. Na opinião do treinador Julio Velázquez, que viu anteontem a sua equipa perder por 1-2 na recepção ao Rio Ave, o momento actual agravou-se após a paragem de quase três meses na competição devido à pandemia da Covid-19.

“Somos uma das equipas que têm sofrido défice de concentração depois do período de isolamento. Aconteceu na primeira parte contra o Marítimo [empate 1-1], aos 87 minutos contra o Santa Clara [altura em que a equipa permitiu o empate 2-2] e no outro dia contra o Boavista [derrota por 3-1 num jogo que os sadinos dominaram, mas pecaram na finalização] ”, lembrou após o duelo com o Rio Ave.

O técnico espanhol, que considera que o défice de concentração não é um fenómeno exclusivo do Vitória, confessa ter dificuldades em perceber o fenómeno. “Esse défice não se passa só na nossa equipa. Não acontece em todas, mas em muitas. São situações particulares e acho que o contexto está a influenciar mais umas equipas do que outras. E ao Vitória está. Porquê? Se eu soubesse… Vamos tentar corrigir isso”, disse.

Apesar do momento difícil, Júlio Velázquez não poupa elogios ao grupo de trabalho e mostra-se optimista no futuro. “Tenho de destacar o trabalho e o compromisso. Isso não falta. A equipa trabalha bem, tem compromisso, mas estamos com um défice de atenção depois do período de isolamento e isso está a custar-nos caro”.

E acrescenta: “Há que levantar a cabeça, continuar e focarmo-nos ao máximo. Manter o que de bom temos feito e corrigir os erros de concentração que nos têm custado caro. Esta equipa podia estar claramente com os pontos suficientes para a manutenção. Pelo trabalho que fazemos, por jogarmos sempre para ganhar, mesmo com o orçamento mais baixo, e com qualidade, podíamos ter perfeitamente 34 ou 35 pontos [equipa soma 30]”.

Sobre o encontro que ditou o desaire com o Rio Ave, o timoneiro dos sadinos frisa que vários episódios contribuíram para o resultado. “Para mim, o momento determinante do jogo foi o empate. Foi um jogo difícil perante uma equipa de muita qualidade. Estávamos bem estruturados e compactos, a evitar que eles entrassem por dentro. Fizemos o mais difícil, que era adiantarmo-nos no marcador e logo depois sofremos o empate”.

Ao empate sofrido dois minutos depois do 1-0 de Guedes, há a juntar outros capítulos. “Aconteceram duas situações que não são fáceis. Trocar o guarda-redes [Makaridze saiu com uma indisposição] e estrear um deles [Lucas Paes], e ficar com um a menos durante quase toda a segunda parte [Zequinha expulso aos 54 minutos]. Não vi ainda o lance, mas acho que é uma bola dividida e não há intenção de fazer mal. Mas ficámos com um a menos, e equipa faz uma mudança e fica bem estruturada. Aguentou e sofreu o golo que sofreu”.

Artur Jorge não esconde preocupação

O defesa Artur Jorge não esconde preocupação com o actual momento da equipa. “Qualquer equipa que não vence há 10 jogos tem de estar preocupada. Temos de nos focar, temos de corrigir para alcançar o nosso objectivo o mais rápido possível”, vincou, admitindo os erros cometidos na partida com os vila-condenses. “Sofremos o golo logo após termos marcado e depois a expulsão ainda veio complicar mais a nossa vida”.

Após a folga de ontem, o plantel começa hoje, a partir das 10 horas, no Bonfim, a preparar a partida de terça-feira no reduto do V. Guimarães. O treinador Julio Velázquez já sabe que terá duas baixas no duelo da 29.ª jornada: o guarda-redes Makaridze – que sentiu uma indisposição e foi substituído pelo estreante Lucas Paes – viu o quinto cartão amarelo e vai cumprir castigo, tal como Zequinha, avançado que foi expulso e não viaja com a equipa para a Cidade-Berço.

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