Calvário sadino continua mesmo com Lito no comando

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O Vitória FC continua o calvário na edição 2019/20 da I Liga. A derrota (1-0) sofrida ontem à noite na casa do Desportivo das Aves, com o último classificado, pôs a nu o péssimo momento da equipa, que está agora à 13 jornadas sem ganhar. Ainda com os adversários directos por jogar (Belenenses SAD, Tondela e Portimonenense), a equipa de Lito Vidigal, que se estreou ontem no comando da equipa, pode acabar a jornada abaixo da linha de água.

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Mais uma vez, o Vitória pode queixar-se de si próprio. O golo que ditou a derrota foi sofrido aos 4 minutos na sequência de uma grande penalidade. Volvidos três minutos, os sadinos desperdiçaram um penálti. Outro sinal do descontrolo da equipa foi a expulsão de Sílvio (aos 80) numa altura em que a equipa estava a jogar em superioridade numérica por expulsão de um oponente.

 

No jogo que marcou a estreia de Lito Vidigal no comando técnico dos sadinos, a equipa apresentou quatro novidades no onze em relação à partida de sábado com o Paços de Ferreira. Na defesa, Sílvio e Jubal jogaram no sector ao lado de Artur Jorge e Pirri, enquanto no ataque, Mansilla e Hachadi tiveram a companhia de Berto.

 

O encontro começou da pior forma para os vitorianos que logo nos primeiro minutos, por culpa própria, viram duas grande penalidades ter uma influência determinante no rumo dos acontecimentos. Primeiro uma falta cometida por Hachadi no interior da área sobre Marius (agarrou o adversário), aos quatro minutos, possibilitou a Mohammadi fazer o 1-0 da marca dos 11 metros.

 

Após o péssimo início, o conjunto setubalense dispôs também de um penálti por falta cometida por Diakhité sobre Éber Bessa, aos seis minutos. Chamado a apontar o castigo máximo, o médio Nuno Valente desperdiçou a ocasião permitindo que o guarda-redes Aflalo adivinhasse o lado para onde rematou o sadino.

 

Já com a descida de divisão consumada, o Desportivo das Aves jogou sem qualquer pressão e, talvez por isso, teve mais posse de bola e mais remates no primeiro tempo. Numa dessas oportunidades – a melhor antes de as equipas irem para o intervalo –, aos 34 minutos, os anfitriões só não ampliaram a vantagem porque Makaridze travou um remate de Mohammadi, que tirou um par de adversários do caminho antes de visar a baliza.

 

Após uma primeira parte para esquecer dos sadinos, que nunca conseguiram criar nenhuma ocasião soberana de golos, não surpreendeu que a equipa recolhesse aos balneários a perder por 1-0. Com o objectivo de mexer com o jogo, Lito Vidigal operou duas alterações no reatamento com as entradas de André Sousa e Alex Freitas para os lugares de Artur Jorge e Nuno Valente.

 

Jorge e Nuno Valente. As alterações e o mais que provável puxão de orelhas que o técnico deu aos jogadores fez a equipa entrar com melhor atitude no segundo tempo. Exemplo disso mesmo foi uma excelente ocasião criada por Mansilla, aos 49 minutos. O argentino fugiu a Buatu e rematou cruzado, levando a bola a certar no poste esquerdo da baliza de Aflalo, que no lance imediato viu Berto acertar também no ferro.

 

Os dois lances criados no espaço de um minuto indiciaram que a equipa poderia chegar ao golo e, caso o conseguisse, reentrar na discussão do resultado. Aos 55 minutos, Lito Vidigal voltou a fazer uma substituição, desta vez forçada devido à lesão de Hachadi que deu lugar ao brasileiro Mathiola.

 

Apesar dos esforços vitorianos para tentar chegar ao empate, todas as incursões à área avense revelaram- -se infrutíferas. Com o objectivo de refrescar a equipa, o treinador sadino fez a quarta alteração, aos 66 minutos, abdicando de Berto (já em inferioridade física) para lançar em campo Leandrinho. Descontente pela decisão, Berto não escondeu o seu descontentamento pela decisão tomada.

 

Aos 75 minutos, uma falta cometida por Diakhité sobre o recém-entrado Leandrinho possibilitou que o Vitória passasse a jogar em superioridade numérica devido à expulsão do jogador do Aves. OS sadinos não só foram incapazes de aproveitar essa situação como ainda fizeram questão de voltar a equilibrar o número de jogadores em campo, uma vez que Sílvio também acabou expulso por acumulação de cartões amarelos, aos 80.

 

Recorde-se que o defesa, que um minuto antes tinha passado a ter a braçadeira de capitão (Semedo saiu para dar entrada a Montiel), viu o cartão vermelho no jogo em que regressou à equipa depois de ter cumprido castigo. O lateral, que já tinha sido expulso em Guimarães, na 29.ª jornada, vai agora voltar a cumprir nova partida de castigo na segunda-feira no duelo com o Famalicão.

 

Com o Desportivo das Aves e o Vitória a actuarem cada um deles com 10 elementos em campo, os setubalenses ainda conseguiram introduzir a bola na baliza, mas o lance, aos 86 minutos, foi anulado por fora-de-jogo de Jubal que desviou de cabeça, após assistência de Alex Freitas, quando estava em fora-de-jogo.

 

Até ao apito final, mais com o coração do que com a cabeça, o Vitória continuou a pressionar com o objectivo de chegar à igualdade. Aos 90+2, após cruzamento na direita, Pirri cabeceou à figura do guardião Aflalo que segurou o cabeceamento do defesa brasileiro. Desperdiçada a oportunidade, os setubalenses não evitaram a derrota, por 1-0, que deixa a equipa numa posição cada mais fragilizada na tabela.

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