Empate com o Sporting vale ouro na luta pela permanência

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Equipa de Lito Vidigal interrompe série de seis derrotas consecutivas

 

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O Vitória FC alcançou ontem frente ao Sporting um empate (0-0) que pode ser decisivo na luta pela permanência. O resultado no Estádio José de Alvalade permite aos sadinos entrarem na derradeira jornada da I Liga a dependerem apenas de si próprios para festejarem a tão desejada continuidade no escalão principal.

Para que tal se torne realidade sem terem de esperar pelos desfechos dos adversários directos, os setubalenses terão de vencer do domingo, a partir das 19:30 horas, na recepção ao Belenenses SAD. A forma como a equipa lutou foi um prémio para o espírito de sacrifício que os jogadores mostraram em campo ao longo da partida com os leões.
Nas contas da manutenção, com o Aves já despromovido, o Portimonense é agora 17.º (com 30 pontos), o Vitória é 16.º (31 pontos) e o Tondela 15.º (33). Um destes três últimos clubes acompanhará os avenses na despromoção e, com o nulo alcançado ontem, os vitorianos acreditam que a sua equipa terá sucesso na 34.ª jornada.

O Sporting entrou em campo com o objectivo de carimbar a conquista do 3.º lugar depois de o Sp. Braga ter perdido (1-0) no dia anterior com o Tondela. Nos instantes iniciais, Tiago Tomás (01 minuto), Francisco Geraldes (8) ameaçaram a baliza de Makaridze, que, aos 11, fez a primeira (remate de Tiago Tomás) de várias intervenções que tornaram-no no melhor homem em campo.

Apesar de o Vitória ter feito algumas incursões à baliza de Luís Maximiano na primeira meia-hora, como exemplificam, os lances protagonizados por Mansilla, aos 14 e 20 minutos. Mais perigosos foram os leões quando, aos 31 minutos, após canto de Gonzalo Plata que obrigou o guardião georgiano a elevar-se nas alturas para segurar a bola.
Aos 39 minutos, os comandados de Lito Vidigal responderam por intermédio de Éber Bessa. O médio brasileiro, depois de recepcionar a bola no peito, desferiu um pontapé acrobático, que saiu ao lado da baliza leonina. Antes do árbitro Nuno Almeida apitar para o intervalo, os anfitriões ameaçaram num remate forte de Nuno Mendes, que embateu em Artur Jorge.

No segundo tempo, a equipa treinada por Rúben Amorim continuou a ter mais posse de bola e as melhores oportunidades. Esse domínio foi sendo travado pela entrega dos jogadores sadinos, que viram Coates, aos 47 minutos, falhar por pouco um cabeceamento que saiu ao lado do alvo.

Aos 67, dois minutos depois de Vietto rematar de fora da área para defesa fácil de Makaridze, o Sporting só não marcou devido a uma defesa do guarda-redes sadino. Depois de um primeiro disparo de Acuña que obrigou o georgiano a uma defesa apertada, Vietto, que surgia para a recarga, viu o número 90 dos vitorianos a afastar o perigo de vez.

A equipa que viajou de Setúbal não se limitou a defender e visou várias vezes a baliza contrária. Primeiro foi Zequinha, aos 72, cobrou um livre para junto da baliza, mas não surgiu nenhum colega a conseguir desviar. Aos 83 minutos, também de bola parada, Éber Bessa apontou um livre directo que foi travado por Luís Maximiano.

Já com Berto em campo (entrou aos 66 minutos para o lugar de Mansilla) e Hachadi (substituiu Éber Bessa aos 90), o Vitória dispôs da derradeira oportunidade ´do encontro, aos 90+2. Um mau atraso do guarda-redes sportinguista quase permitiu que Zequinha chegasse ao golo num remate que acabou por ser travado por Luís Maximiano, que conseguiu emendar o erro cometido.

Após o apito final de Nuno Almeida, o Vitória viu confirmada a conquista de um ponto precioso, que acabou por premiar a estratégia montada por Lito Vidigal, bem como a união e entrega demonstrada pelos seus jogadores. Domingo será o dia das grandes decisões na luta pela permanência quando os sadinos defrontarem no Estádio do Bonfim o Belenenses no jogo que coloca um ponto final na temporada 2019/20.

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