Altos e baixos não esbatem importância do Vitória FC

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Clube setubalense fundado em 1910 é referência incontornável no desporto nacional

 

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A cerca de quatro meses de celebrar o seu 110.º aniversário, o Vitória Futebol Clube é uma das principais referências entre as instituições centenárias na região. Em termos desportivos o seu palmarés é riquíssimo e o clube é suportado pela paixão de milhares de adeptos que, desde 20 de Novembro de 1910, data em que foi fundado na cidade de Setúbal, estiveram ao lado do clube nos bons e nos maus momentos.

Os altos e baixos em nada beliscam um clube que os seus adeptos afirmam não ser grande, mas enorme. Aquando da sua criação, dificilmente os seus fundadores Joaquim Venâncio, Henrique Santos e Manuel Gregório imaginariam que, mais de um século depois, o Vitória continuasse a ser um dos grandes emblemas do futebol nacional.
Entre os muitos dados que podem comprová-lo estão o número de presenças (72) que os sadinos têm entre a elite do futebol nacional, bem como as 10 participações em finais da Taça de Portugal, troféu que conquistaram em três ocasiões (1965, 1967 e 2005).

Também além-fronteiras várias foram as vezes que os vitorianos representaram a cidade, a região e o país com resultados relevantes, como ilustram os triunfos sobre colossos como Liverpool e Inter de Milão.

Os dias de hoje são bem diferentes dos feitos alcançados nos tempos áureos nas décadas de 1960 e 1970, mas as dificuldades têm servido para demonstrar a fibra de que são feitos os indefectíveis setubalenses que nas adversidades se mantêm ao lado do seu clube. Curioso é o facto de na génese do Vitória ter estado uma cisão como é explicado no texto que retiramos da página oficial dos verdes e brancos.

“Foi no início do Séc. XX, mais precisamente a 10 de Novembro de 1910, que por desinteligências entre elementos do Bomfim Foot-ball Club, um dos clubes onde se praticava essa nova modalidade importada das ilhas britânicas chamada Futebol, levaram Joaquim Venâncio, Henrique Santos e Manuel Gregório a abandonar esse clube, lançando a ideia da formação de um pequeno grupo a que dariam o nome de Sport Vitória. «A Vitória será nossa» dizia o entusiasta Joaquim Venâncio, e daí o nome que ficaria para a posteridade de Vitória”.

E acrescenta: “Entretanto, a saída de mais elementos de outros clubes setubalenses tais como Guilherme da Silveira, José Preto Chagas, Manuel Reimão, Gabriel Roillé, Matos Diniz, Duarte Catalão, Ernesto Viegas, António Ledo, Eurico Costa, Joaquim Gomes, Júlio Araújo e Mário Ledo iria aumentar o número de membros do mais recente clube de Setúbal”, que viria a ter a sua denominação atual pouco tempo depois.

“A 20 de Novembro de 1910 estava constituído o clube, com alguns dos nomes que iriam ter um papel preponderante no seu futuro, e que iria passar a chamar-se, por sugestão de Joaquim Correia da Costa, a 5 de Maio de 1911, aquando da primeira reunião de Assembleia Geral, de Victória Foot-ball Club”, lê-se.

A criação de novas modalidades transformou o Vitória num clube eclético. Atletismo, ciclismo, ginástica, andebol, ténis-de-mesa e futebol de praia são alguns exemplos de modalidades que trouxeram mais praticantes, adeptos, prestígio e títulos à agremiação setubalense ao longo da sua história.

O papel desempenhado pelo Vitória FC em prol da comunidade, onde desde sempre teve uma grande importância em termos sociais, é reconhecido em Setúbal há muito tempo. Exemplo disso é o facto de a Câmara Municipal de Setúbal ter celebrado com o Vitória a escritura de doação, sob condições, dos terrenos em que se encontra o estádio do Bonfim.

Volvidos 64 anos, essa cooperação entre autarquia e clube continua a ser evidente na decisão de 1 de Julho de 2020 em que a Câmara “deliberou, por unanimidade, em reunião pública, aceitar créditos hipotecários de uma entidade bancária sobre o direito de superfície dos terrenos do Estádio do Bonfim, operação que permite ao Vitória Futebol Clube manter a plena utilização do recinto”.

A actual direcção do Vitória, presidida por Paulo Gomes, tem também procurado estreitar a ligação com emblemas vizinhos, como comprovam as recentes parcerias com os vizinhos Comércio e Indústria e Águas de Moura.

A juntar a isto, depois de vários anos com a casa às costas, o Vitória FC deu agora um passo importante para melhorar a qualidade do trabalho realizado no futuro pelas suas equipas de futebol profissional. O clube estabeleceu uma parceria com o Kartódromo Internacional de Palmela (KIP) que vai permitir construir um Centro de Treinos, cuja inauguração está prevista para a próxima época.

O protocolo com o KIP é válido por oito anos e a obra, prevista já para 2020/21, está orçada em cerca de 300 mil euros, verba que, com a remodelação das infraestruturas já existentes e o apoio do Kartódromo será suportada em cerca de 100 mil euros pelo Vitória.

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