Dois mil setubalenses deram força ao Vitória na Praça de Bocage

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“Pelo Vitória. Por Setúbal.” Foi com este mote que cerca de dois mil setubalenses saíram esta segunda-feira à rua para apoiar o Vitória Futebol Clube, exigindo que o clube da sua cidade seja readmitido na I Liga. Na praça de Bocage, a concentração foi a forma de protesto encontrada contra a decisão da Liga em decretar a descida do clube ao Campeonato de Portugal.

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A manifestação tinha sido agendada no sábado, dia em que cerca de 200 adeptos já se tinham reunido no coração da cidade com o mesmo intuito poucas horas depois de terem lançado o repto na rede social Facebook. Inconformados com a decisão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, vitorianos e setubalenses compareceram vestidos a rigor, com camisolas, cachecóis e bandeiras junto da estátua de Bocage, que tem na sua base dezenas de cachecóis que os adeptos têm aí depositado desde o fim-de-semana.

Durante a concentração, que decorreu sempre de forma ordeira sob o olhar atento de alguns elementos das forças policiais, os vitorianos gritaram pelo Vitória, cantaram a marcha do clube e entoaram cânticos semelhantes aos que fazem nos dias dos jogos.

Recurso entregue ao Conselho de Justiça da FPF

Entretanto, o Vitória, que tem como representantes a CMB Advogados, sociedade sediada no Porto, entregou hoje o recurso ao o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, depois de a Comissão de Auditoria da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter anunciado na passada quarta-feira a reprovação do seu processo de licenciamento.

Além do Vitória FC, a LPFP excluiu também das provas profissionais o Desportivo das Aves, que tinha sido despromovido à II Liga, depois de ter terminado a I Liga na 18.ª e última posição, enquanto os setubalenses tinham assegurado a permanência, ao ser 16.º.

A Liga de clubes convidou o Portimonense, que tinha sido 17.º posicionado e despromovido, a manter-se na I Liga e o Cova da Piedade e o Casa Pia a manterem-se na II Liga, depois de terem sido despromovidos administrativamente, com o cancelamento do segundo escalão, devido à covid-19.

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