“Vamos continuar  a investir”

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Garantia de Carlos Garcia, administrador da Reginacork em Pinhal Novo

 

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O ano de 2019 fica marcado por um crescimento significativo de produção e facturação no seio desta empresa sediada em Pinhal Novo. Para 2020 está agendado mais um avultado investimento para aumentar a capacidade produção da fábrica.

 

No Ranking das 500 Maiores Empresas do Distrito de Setúbal, divulgado recentemente pelo O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, a Reginacork deu um pulo significativo, de 177 para 118. Mais uma consequência, boa, do crescimento constante, sustentado e coerente com a evolução do mercado que a empresa tem registado desde o início de actividade.

Na conversa que manteve connosco, Carlos Garcia, administrador único da Reginacork, revelou uma das principais causas para este resultado. “Em 2016, apostámos num novo produto. Foi construída uma segunda unidade para a produção de pellets . Trata-se um combustível ecológico alternativo ao fóssil com custos muito inferiores. Foi um investimento de 8,5 milhões de euros para criar um produto que se assumisse como um negócio paralelo com o objectivo de dar uma maior sustentabilidade à empresa” .

”Temos de crescer mais e por isso vamos continuar a investir. Para 2020 há um plano de 8 milhões de euros de investimento numa nova linha de secagem para os pellets com mais um refinador”

O gestor mostra-se satisfeito com o dado estatístico revelado, mas ambiciona mais. ”Temos de crescer mais e por isso vamos continuar a investir. Para 2020 há um plano de 8 milhões de euros de investimento numa nova linha de secagem para os pellets com mais um refinador, ou seja, não vamos abdicar da que temos. Será instalada para funcionar em paralelo com mais capacidade e mais fiabilidade”. Se tiver uma só linha “mesmo que gigante se parar, para a fábrica toda, mas se tiver duas consigo manter sempre uma base de produção”.

 

Carlos Garcia sublinha que estar “no mercado com um só produto é um risco. Por isso sentimos a necessidade de diversificar na tentativa de criar sustentabilidade na empresa”. Neste momento, acrescenta “estamos ainda a tentar crescer um pouco mais. O negócio dos pellets é uma economia de escala pura e dura vamos ter de melhorar a capacidade de produção para dar mais algum conforto e depois temos uma série de investimento ligados a isto. Há toda uma série de factores que se vão interligando, as oportunidades vão surgindo e nós temos de estar à altura para as saber aproveitar. Por isso não tem dúvida de que “o crescimento da Reginacork  será sempre de acordo com o volume de negócio do pellets”.

“Há toda uma série de factores que se vão interligando, as oportunidades vão surgindo e nós temos de estar à altura para as saber aproveitar”

A Reginacork iniciou o seu percurso em 1998 com a produção de granulados de cortiça. Em 2016 deu-se a abertura ao mercado dos pellets. Agora, em 2019, e mais de 20 milhões de euros de investimento total depois, a fábrica, situada a meio caminho entre Pinhal Novo e Montijo tem actualmente 60 postos de trabalho directos e centenas indiretos. É uma exportadora por excelência com destinos preferenciais os países nórdicos e o centro/norte da Europa.

A fábrica arrancou com uma unidade de produção de granulados de cortiça para o revestimento no sector da construção mas, a procura hoje já é mais alargada com o ramo automóvel à cabeça.

Por Luís Bandadas

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