Cooperativas e sindicatos querem pesca de sardinha até Novembro

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A 31 de Maio celebra-se o Dia Nacional do Pescador e no dia seguinte é retomada a pesca de sardinha, este ano limitada a dois meses

 

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A pesca de sardinha é retomada a 1 de Junho e os pescadores consideram que a quota estabelecida para 2020 “é positiva”, tendo em conta as 9 mil toneladas estabelecidas em 2019, para o período entre Abril e Outubro, e as 6,3 mil toneladas, definidas até agora só para Junho e Julho, refere Fernandes Mendes, mestre de terra na embarcação setubalense Mãe de Jesus.

“No entanto, há capacidade para muito mais” e dois meses de pesca de sardinha para garantir a sobrevivência financeira “é pouco, podemos ir até Novembro”, afirma o veterano que já dedicou 40 anos ao mar.

É a sustentabilidade financeira inerente a dois meses de pesca que mais preocupa pescadores e cooperativas, “se forem mantidos apenas dois meses de pesca”, aponta Ricardo Santos, dirigente da SESIBAL, Cooperativa de Pesca de Sesimbra, Sines e Setúbal.

“Estão em causa salários e escoamento do produto, por isso o sector propõe uma maior aposta no escoamento para a indústria conserveira, mas com preços justos”, refere Ricardo Santos, uma vez que ano passado a venda média em lota foi de “1,18 euros por quilo mas, no caso da indústria conserveira, havia uma intenção de compra de 0,80 por quilo”.

Esta é uma das propostas apresentadas pelo sector ao Governo para que a pesca da sardinha continue até Novembro, “tendo em conta os bons níveis da população adulta de sardinha e a qualidade do pescado prevista para este ano, mas sabendo que o cancelamento de muitos eventos de caracter gastronómico, tradições como os Santos Populares e a redução do turismo vai colocar em causa o escoamento”.

A Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca (FSSP) já exigiu ao Governo apoios que permitam “ultrapassar a situação criada pela crise epidemiológica actual” e apresentou possibilidades para a pesca de sardinha em 2020”.

Em comunicado dirigido às redacções o FSSP afirma ser sustentável que “a quota para 2020 seja de 30 mil toneladas”, tendo em conta as últimas avaliações sobre o crescimento da espécie e uma vez que, para o sector ser sustentável, “tem de se pescar o máximo possível, no maior tempo possível”.

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