Covid-19: Distrito de Setúbal é agora o segundo com mais novos casos

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Fotografia de Alex Gaspar

O distrito de Setúbal é agora o segundo com mais novos casos de covid-19, passando o Porto para terceiro lugar, indica um relatório que revela que 36% das pessoas contagiadas tinham entre os 20 e os 39 anos.

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Os dados da divisão de epidemiologia e estatística da DGS referentes ao período entre 13 e 21 de maio e revelados hoje pela ministra da Saúde mostram que, utilizando uma amostra de 1.504 casos, correspondente a 80% de todos os casos novos de covid-19 infetados no mesmo período, 48% eram mulheres e que 36% ocorreram no grupo etário os 20 e os 39 anos.

A análise estatística conclui também que mais de metade dos novos casos (55%) ocorreram no distrito de Lisboa e que “o distrito de Setúbal passou a ser o segundo com mais novos casos de contágio, com 13% do total, passando o Porto a ser o terceiro, com 11%”, revelou Marta Temido na conferência de imprensa diária relativa ao ponto de situação da covid-19 em Portugal.

Dos novos casos de contágio, metade das pessoas sentiram sintomas e 33% estavam assintomáticas.

A amostra revelou ainda que 45% das infestações terão sido contraídas no domicílio, 19% em ambiente laboral, 11% ocorreram em lares de idosos e que 10% das pessoas foram contagiadas em ambiente social, “uma percentagem que se mantém relativamente estável ao longo das semanas”, segundo Marta Temido.

Questionada sobre o aumento de casos no distrito de Setúbal, a diretora-geral da Saúde, Graças Freitas, explicou que “não há um grande surto, não há um padrão de uma epidemia em curso”, mas sim “pequenos contextos, localizados, e alguns casos são casos isolados em ambiente familiar e domiciliário”.

“Há pequenos focos, alguns aconteceram por concentração de pessoas, incluindo em ambiente domiciliário, mas que vieram para dentro do domicílio por pessoas de outros ambientes, portanto há ‘clusters’ relacionados com este tipo de concentração”, explicou Graça Freitas.

“É uma situação mista, que as autoridades de saúde identificaram muito bem, localizaram, estão a trabalhar com as forças locais e estão a incidir muito naquilo que chamamos na educação para a saúde junto destas comunidades para informar dos riscos e minimizar que esses riscos continuem a verificar-se”, acrescentou.

Dos 1.504 casos da amostra, 244 tinham profissão registada, sendo que 80 eram profissionais de saúde, dos quais 14 enfermeiros.

Lusa

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