Conselho Metropolitano e utentes exigem mais transportes públicos a partir de hoje

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A Área Metropolitana vai reunir com as operadoras e o Governo para adaptar os transportes às necessidades dos utentes

 

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Com a terceira fase de desconfinamento, que começa esta segunda-feira, é esperado um aumento da procura de transportes públicos e também da preocupação com contaminação por Covid-19. Para já, o primeiro-ministro veio afirmar que o risco de contágio nestes transportes “está controlado”, mas na mesma mensagem, à saída reunião do Conselho de Ministros, António Costa reconhecia existirem focos de infecção na Área Metropolitana de Lisboa, e anunciou que os centros comerciais neste território vão abrir mais tarde, possivelmente só a 4 de Junho.

Este é mais um facto que obriga a cumprir, à letra, a indicação do Governo de que o número de passageiros será “restringido a dois terços da lotação máxima” e “é obrigatório a utilização de máscara”.

Entretanto, o Conselho Metropolitano de Lisboa veio dizer que tem o actual estado dos transportes públicos no “centro das suas preocupações”, inclusivamente, refere que a Área Metropolitana de Lisboa (AML) está a desenvolver trabalho com os 18 municípios que integra, em articulação com os operadores, no sentido de “injectar maior confiança no sistema de transporte público de passageiros”.

Para este organismo é urgente o “aumento da oferta do serviço público”, assim como o reforço de medidas de segurança e higienização dos veículos, isto não só pela situação epidemiológica na região, mas também porque é esperada “uma afluência mais elevada de utentes aos transportes públicos de passageiros no início do mês de Junho, em função da entrada em vigor de novas medidas de desconfinamento”.

Por parte dos Transportes Sul do Tejo (TST), embora já tenha reforçado carreiras a 4 de Abril, 2 e 11 de Maio na região, neste momento não tem nenhuma decisão no mesmo sentido. “Vamos monitorizar a procura e, consoante o que for registado, vai sendo feito o reforço de carreiras”, revelou fonte da empresa a O SETUBALENSE.

Mas para o Conselho Metropolitano de Lisboa não há dúvidas de que “a normalização do sistema público de transportes é absolutamente essencial na retoma do conjunto das actividades económicas e na regularização da vida quotidiana na região metropolitana de Lisboa”. Neste sentido, dá a saber que “foram agendadas para os próximos dias várias reuniões e contactos entre autoridades de transportes, operadores públicos e privados, e membros do Governo, no sentido de tornar mais célere a adopção de novas medidas para o sector”.

Na decisão tomada por este órgão, lê-se que “a Área Metropolitana de Lisboa, municípios, operadores e Governo continuarão, por isso, a trabalhar, em cooperação, para revitalizar um sistema de transportes públicos que dê às populações uma resposta à altura das suas necessidades efectivas”.

Por parte da Fertagus, operadora do comboio da ponte, está “a realizar a oferta completa de horários desde 4 de Maio.”, afirma fonte da empresa, que refere terem as viagens entre Setúbal e Lisboa, e no sentido contrário, sofrido uma quebra de 85%, mas neste momento “a procura está nos 33%”. Acrescenta a mesma fonte que a higienização é uma das grandes preocupações da empresa, sendo este um trabalho supervisionado e constante.

Para Marco Sargento, elemento da Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul, a decisão da Fertagus em repor 100% dos horários deveria ser seguido por outras operadoras caso da Transtejo e da TST, embora exita diferença entre as empresas. A responsável pelas travessias fluviais “tem problemas com a frota e falta de trabalhadores, em particular mestres”, enquanto a TST está a “aproveitar-se da situação para reduzir carreiras, à revelia da AML”, afirma.

Na sua opinião neste momento é “inaceitável que existam menos carreiras que anteriormente e, mais do que isso, que falhem na frequência”, com isto “há circuitos em que os autocarros vão cheios”.

Entretanto, este elemento da Comissão dá saber que, “até ao final da semana será tomada uma atitude sobre o funcionamento dos TST”, e comenta: “já fizemos uma exposição à administração da TST e não resolveu, já fizemos uma concentração à porta da empresa, e não resolveu – e também não iriamos fazer agora com a pandemia –, mas algo será feito”, garante.

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