Do mar à terra, entre a esperança e o regresso céptico

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Pedro Sousa e Mário Brito, empresários com visões diferentes sobre a crise e retoma, mas ambos afectados pela Covid-19

 

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As novas medidas de desconfinamento não apagam, para já, os danos causados ao comércio pelo período do Estado de Emergência. Mas, na busca por dias melhores, O SETUBALENSE falou com dois proprietários de negócios, um da marítimo-turística, e outro da restauração, à espera de mais clientes no coração de Setúbal.

Pedro Sousa tem no À Vela Passeios o azul da sua vida, a mesma cor das águas onde leva a passear os clientes. Entre o Sado e o Atlântico, a pandemia Covid-19 fez-se sentir e o negócio ainda está “em stand by”.

“Estou a aguardar autorizações, mas tudo indica que seja dia 1 de Junho [hoje]. Estou parado desde o meio de Março. A Capitania já me disse que podia trabalhar, mas não há nenhum documento contrário ao que proibiu a actividade marítimo turística”, refere Pedro.
Mesmo “sem documentos”, o À Vela Passeios vai começar a trabalhar, havendo já “contactos com clientes e passeios marcados”, com base nas palavras ouvidas na Capitania.

No entanto, existe “esperança” de Pedro Sousa, devido a fazer “passeios privados e eventos”. “Esta situação deixou as pessoas confinadas e a minha expectativa é que os portugueses venham, porque fazem muito turismo interno. Tenho de pensar positivo, mas o trabalho não vai ser nem metade do que no ano passado”, confessa a finalizar a conversa.

As mesas que não rendem

“Céptico”. Assim se define Mário Brito, proprietário do restaurante Ostradomus, localizado na Avenida Luísa Todi, em Setúbal.

Com apenas “50% do espaço disponível”, admite ter menos clientes, “duas ou três mesas por dia”, após o regime de take-away apenas.

“Devemos encarar a situação com cepticismo. Os dias mais cheios, antes, compensavam aqueles com menos gente. Agora com dez lugares cá dentro e oito lá fora…”, diz conformado.

No entanto, para este último caso, o primeiro-ministro António Costa anunciou na sexta-feira novas medidas para a restauração. Veremos se o estrago ainda é passível de recuperação.

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