União de Freguesias de Setúbal vai avançar com estratégia para a recuperação social e económica

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Fotografia de Alex Gaspar

A pandemia mantém-se aí, mas a vida quer retomar a normalidade possível. A União de Freguesias de Setúbal definiu um plano

 

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Hoje, começa a terceira fase de desconfinamento e, ainda com muitas medidas de contenção contra a pandemia Covid-19, Setúbal e o país rumam à normalização social e económica. A União de Freguesias de Setúbal (UFS) vai avançar com um segundo nível de retoma com a aplicação do seu plano de Medidas de Apoio à Recuperação e Revitalização Socioeconómicas.

Captação de emprego, revitalização da economia local e prosseguimento de obras públicas fazem parte de um conjunto de acções de continuidade do plano global de Mitigação e de Recuperação Socioeconómica construído pelo executivo da UFS em conjunto com instituições locais.

A UFS, que avançou de imediato com um plano de contingência assim que o Governo declarou a 2 de Março o primeiro estado de ataque à propagação da infecção do novo coronavírus, tem vindo a desenvolver várias acções de apoio à população carenciada e associações, para além da estratégia de desinfecção e higienização de espaços públicos.
“Tivemos de estudar as medidas a tomar, a legislação e fazer um levantamento entre a população e associações para conhecermos a realidade”, diz Rui Canas que aponta ainda o trabalho desenvolvido em conjunto com a Protecção Civil Municipal.

Diz o presidente do executivo da UFS que uma primeira fase do plano global passou pela aplicação de Medidas de Mitigação Sanitária e do Impacte Socioeconómico, mas hoje, segunda-feira, a cidade vai respirar quase dentro da normalidade, apesar de ser exigida contenção social; mas às costas continuam os problemas somados com os dias de confinamento.

Desde Março, foi montado no terreno entre a UFS e associações de apoio social, um programa de apoio alimentar às famílias carenciadas e população idosa, obrigada a ficar em casa. Para além de refeições, o apoio estendeu-se a fornecer alimentos à porta, medicamentos e outros apoios.

Casa passou a responder com mais de 140 refeições

Ao mesmo tempo, o executivo teve de deitar mão a associação como a Casa que, de um dia para outro, passou de fornecer 60 refeições para as levar a quase 200 pessoas, isto com a dificuldade de que fonte destes bens provinha de restaurantes, que tiveram de fechar.

A consequência de todo este período, que o autarca diz ter sido necessário pela saúde da população, foi um choque negativo na economia local, agora é tempo de dar novo élan à cidade. “É necessário relançar a economia local. É preciso refazer a vida”, diz Rui Canas consciente de que a expressão mais correcta é: “retomando”, porque houve sectores muito afectados, “não só a restauração como o do turismo, que estava a mostrar grande desenvolvimento”.

Agora em fase de um plano de Medidas de Apoio à Recuperação e Revitalização Socioeconómicas, a UFS vai manter os apoios da primeira fase do plano e avançar para o acolhimento de desempregados que saíram desta crise, pelo que já pediu uma reunião com o Centro de Emprego e Segurança Social para que, em partilha remunerativa, a União consiga dar trabalho a algumas destas pessoas.

Por outro lado, refere Rui Canas, que já contactou com as empresas que apoiavam financeiramente acções da UFS para canalizarem essas verbas para as instituições que apoiam famílias carenciadas. Isto enquanto a estrutura da União continua no terreno estabelecendo acordos.

Um deles foi estabelecido com a Docapesca e com a Setúbal pescas em que consegue 200 quilos de pescado por semana, que é entregue a três instituições da freguesia, que por sua vez a distribui pelas famílias mais fragilizadas.

No plano está ainda previsto desenvolver actividades que ajudem a revitalizar o trabalho dos artistas locais.

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