Vítor Proença exige retirada de 16 mil toneladas de madeira contaminada de Alcácer do Sal

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Fotografia de Alex Gaspar

Por considerar que existe “um risco considerável devido à carga térmica existente”, o presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, exigiu à SONAE Indústria, empresa responsável pelo terreno, a retirada de mais de 16 mil toneladas de madeira contaminada da Avenida José Saramago, por esta estar “com uma praga que alastrou a terrenos contíguos”, divulgou a autarquia através de nota de imprensa.

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Depois de visitar ontem o terreno, Vítor Proença afirmou que existe risco na “proximidade de áreas de pinhal denso e, sobretudo, de habitações e comércio, com os Bairros de São João e Olival Queimado a distanciarem menos de 200 metros do referido local, para além de não ter entrado nos serviços municipais da autarquia qualquer pedido de licenciamento/autorização para o parque de madeiras”.

O autarca, “que já teve a oportunidade de reunir com um responsável da SONAE”, expressou junto deste a sua “grande preocupação, não só por se estar na presença de uma gigantesca carga combustível, com milhares de toneladas de madeira praticamente desprovida de humidade, mas também por existir uma praga trazida por uma das cargas feitas pela empresa” e por esta “ir modificar irremediavelmente a paisagem na entrada norte de Alcácer do Sal”.

No decorrer da visita de ontem ao local “estiveram também presentes o comandante dos Bombeiros Mistos de Alcácer do Sal, um engenheiro do município da área da Protecção Civil e os proprietários de três terrenos que circundam o local”. Pressionada pelo município, “a SONAE começou a retirar alguma da madeira, sendo que a empresa entrou em contacto com os proprietários dos terrenos circundantes para os ressarcir relativamente aos efeitos da praga”.

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