Por força da pandemia este ano Alcochete não pode atirar barretes ao ar

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Para o ano estão prometidos 10 dias de festa, mas agora só haverá varandas engalanadas

Situação pandémica impede a realização das festas do Barrete Verde, mas o espírito alcochetano não se perde

 

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Inaugurado em 1944 com o intuito de organizar as Festas do Barrete Verde e das Salinas, o Aposento do Barrete Verde encontra-se numa situação nunca antes vivida, com a impossibilidade de organizar as Festas do Barrete Verde e das Salinas no segundo fim-de-semana de Agosto. Um dos maiores certames populares do distrito, que atrai a população da região, mas também visitantes de todo o mundo.

Em entrevista a O SETUBALENSE, o presidente do aposento do Barrete Verde, Cândido Perinú, revelou-se “triste” com a situação actual. “O alcochetano vive muito destas festas, acabam umas e já estão todos à espera das próximas”. Mas o dirigente associativo afirma que estão a ser planeadas algumas iniciativas, “para tentar compensar a inexistência das festas”. O concurso de varandas engalanadas vai decorrer no período em que deveriam acontecer as festas. Uma tradição que o presidente deste aposento confirma como “muito antiga” e da qual “o alcochetano tem muito orgulho”. A avaliação de cada varanda será feita pela direcção do aposento, juntamente com um clube taurino.

Estas festas só acontecem graças ao apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, e apesar de Cândido Perinú se revelar triste e querer organizar as mesmas, mostra-se compreensivo. “Se existe alguém que queria organizar estas festas sou eu, mas temos de ser compreensíveis com a situação que está a acontecer no nosso país. Não posso colocar obstáculos à Câmara, eles são um grande apoio à realização das festas”, assume.

Em compensação, o aposento promete “festas a dobrar” em 2021, com dez dias de celebração garantidos e muitas surpresas taurinas. Relativamente a artistas convidados, a organização também garante surpresas internacionais, “algumas até já estavam previstas no cartaz deste ano”.

O mundo inteiro em Alcochete

Emigrantes da diáspora portuguesa chegam em mês de férias, atraídos pela festa brava, pela fé, tradição e pela forma espontânea e entusiasta de receber do povo alcochetano. Enchem as ruas da vila de grande animação e prolongam a noite até ser dia.

As festividades preservam na sua génese um culto religioso, consolidado na homenagem a três figuras basilares: o Campino, o Forcado e o Salineiro. E um dos momentos altos é a noite da Sardinha Assada, durante a qual milhares de pessoas seguem a Charanga, com coreografias criadas de forma espontânea e que perduram até o sol nascer.

Aposento prevê uma fraca temporada taurina

A pandemia do novo coronavírus não complicou a realização das festas do Barrete Verde e das Salinas, como a temporada taurina também será muito afectada. As corridas previstas irão realizar-se, mas a lotação das mesmas está reduzida a metade. Dia 14 de Agosto irá realizar-se uma corrida de touros, que contará com a presença dos forcados do aposento do Barrete Verde e com o grupo de São Manso.

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