Inês de Medeiros não dá importância a possível candidatura de Dores Meira à Câmara de Almada

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Para Inês de Medeiros, para já, é pouco relevante que Dores Meira queira vir da Câmara de Setúbal para disputar Almada

 

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A presidente socialista da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, está a par de que a comunista Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, admite candidatar-se à Câmara de Almada na autárquicas 2021 mas, para já, isso “não me merece comentário algum”, afirmou a O SETUBALENSE.

Dores Meira, a cumprir o terceiro e último mandato como presidente do município sadino, assumiu que “Almada é um desafio”, mas também disse que “ainda não está na hora de tomar essa decisão em definitivo”, mas não nega que tem sentido “muita pressão de muitos almadenses, tendo em conta que moro em Almada e que estou a cumprir o meu último mandato em Setúbal”.

Perante o ‘talvez’ de Maria das Dores Meira, a presidente da Câmara de Almada comenta que não se sente incomodada e que primeiro a comunista “tem de se candidatar; depois logo se verá”, mas a verdade é que “não há certezas”, mais ainda quando “as candidaturas são uma decisão pessoal”.

No caso de Inês de Medeiros, embora ainda não tenha afirmado formalmente a sua intenção de se recandidatar, entre as estruturas socialistas de Almada este é um facto dado como certo, caso das últimas eleições para a comissão concelhia, no inicio deste ano, em que as duas candidaturas, de onde saiu vencedor Ivan Gonçalves, se pautaram pelo apoio à actual presidente da Câmara.

Mais ainda quando Inês de Medeiros conseguiu afastar o PCP da gestão da Câmara, partido que dominava desde as primeiras eleições autárquicas. Depois dos comunistas terem vencido com José Vieira, tiveram em Maria Emília de Sousa a ‘dama de ferro’ que governou o município entre 1987 e 2013.

Com a lei da restrição de mandatos, Maria Emília de Sousa deixou o espaço de candidatura a Joaquim Judas que venceu no município, mas apenas por um mandato, tendo perdido precisamente para Inês de Medeiros.

Ora a estrutura comunista do distrito de Setúbal, e mesmo nacional, não terá esquecido a perda de um baluarte, pelo que é bem possível que volte a apostar numa mulher para vencer em Almada. E olhando o currículo eleitoral de Maria das Dores Meira só mesmo a sua recusa a afastará de se candidatar. Como disse Inês de Medeiros a O SETUBALENSE, “as candidaturas são uma decisão pessoal”.

Lembre-se que Maria das Dores Meira assumiu a presidência da Câmara de Setúbal a 7 de Setembro de 2006, em substituição de Carlos de Sousa, que renunciou ao mandato depois de ter perdido a confiança política do PCP.

Três anos depois, ganhou as primeiras eleições como candidata da CDU à presidência da autarquia, em Outubro de 2009, feito que repetiu por duas vezes, em Setembro de 2013 e Outubro de 2017, sempre com maioria absoluta e aumentando o número de eleitos e a percentagem de votos”.

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