8 Março 2021, Segunda-feira
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Vinte anos de prisão para mulher que atirou óleo a ferver e esfaqueou companheiro até à morte

Ana Gomes confessou o crime poucas horas depois. Diz ter-se defendido de um ataque

 

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O Tribunal de Almada condenou a 20 anos de prisão uma mulher que assassinou brutalmente o namorado 27 anos mais novo em casa, na Moita, por ciúmes. O homicídio deu-se na manhã de 11 de Novembro de 2019 na Rua Bernardo Santareno, no centro da vila.

Ana Gomes, 54 anos, atirou óleo a ferver sobre a face da vítima, Bruno Carril, de 27, enquanto este dormia. Bruno ainda correu para a casa de banho, mas a agressora seguiu-o com uma faca e matou-o com quatro golpes. Um dos golpes atingiu fatalmente Bruno no pescoço. Após certificar-se de que o companheiro estava sem vida, a mulher saiu de casa e dirigiu-se à casa da sua irmã, a poucos quilómetros.

Ana confessou imediatamente o crime à irmã, como se fosse uma notícia esperada há muito. “Matei-o”, disse à irmã. Esta perguntou-lhe como sabia que ele estava morto, já que as autoridades ainda não tinham sido alertadas, ao que Ana respondeu: “tenho a certeza”.

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Ana e Bruno conheceram-se online e rapidamente se juntaram

As duas seguiram depois para o posto da GNR da Moita, onde a autora do crime confessou e disse ter agido para se defender de um ataque do companheiro.

A mulher nunca apresentou qualquer queixa na justiça contra Bruno, de quem disse ser vítima de agressões e, na Urbanização São Sebastião, onde o casal morava, a vizinhança nunca deu por nada que levasse a crer que Ana era vítima de violência doméstica dentro de casa.

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Na origem do crime, foi agora provado em tribunal, está o ciúme da homicida, que viu o companheiro a trocar mensagens com outra mulher, a combinar encontros.

Para além da pena de prisão por homicídio qualificado, a arguida foi ainda condenada ao pagamento de 133 mil euros aos pais de Bruno.

Agressor e vítima tinham-se conhecido online há oito anos e rapidamente a mulher de 54 anos deixou o marido para se juntar ao namorado. Chegaram a viver na aldeia de Pegarinhos, em Alijó, de onde a vítima era natural, mas mudaram-se para a Moita para a casa da agressora, em busca de melhores oportunidades de trabalho.

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