19 Janeiro 2021, Terça-feira
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Ginjal promete dar mais élan a Cacilhas e fazer ‘inveja’ à margem norte

Uma nova cidade vai nascer na beira Tejo de Almada com espaços para promover o turismo, promoção cultural e zona habitacional

A proposta relativa ao Plano de Pormenor Cais do Ginjal, em Cacilhas, foi aprovada na última reunião da Assembleia Municipal e as obras de requalificação desta histórica linha do Tejo no concelho de Almada vão começar em breve. Chega assim ao fim um processo que demorou cerca de uma década de estudos técnicos, audições e sessões públicas, e atravessou planos municipais de ordenamento do território. Agora, deverá levar aproximadamente outra década até que toda a requalificação desta frente para Lisboa esteja concluída.

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Em suma, o plano contempla um hotel, mais de 300 apartamentos habitacionais, equipamentos culturais municipais, arruamentos, indústrias criativas, restauração e alargamento do cais. Portanto, “uma nova cidade”.

“O promotor está empenhado em começar rapidamente a concretizar o Plano de Pormenor Cais do Ginjal”, avança a Câmara de Almada, por escrito, a O SETUBALENSE. O certo é que a execução vai começar logo “após a celebração do contrato de urbanização e a elaboração dos projectos de especialidade das obras de urbanização que carecerão de licenciamento municipal”.

A cargo do grupo madeirense AFA, que, entre outras áreas de negócio, aposta no sector da construção civil e na comercialização de imóveis, e é proprietário deste território em Cacilhas, a primeira fase “vai arrancar em breve”, sendo que as primeiras obras são a “execução da infra-estruturação do local, envolvendo a contenção geológica e geotécnica das arribas e a sua requalificação paisagística”.

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Em seguida, a operação avança para a “requalificação e construção de arruamentos, o alargamento e requalificação do cais, a execução e reformulação das demais infra-estruturas de suporte ao nível do abastecimento de água, de esgotos e de drenagem, telecomunicações e salubridade”, entre outras intervenções.

Assim que as infra-estruturas principais estejam concluídas, começam a ser construídos os primeiros edifícios e equipamentos e, à medida que “for sendo consolidado o novo espaço público, este pode começar a ser utilizado pela população”, refere a autarquia.

Antiga fábrica de óleo de fígado de bacalhau requalificada

Quanto ao investimento global, as estimativas apontam para “203 milhões de euros”, montante que contabiliza “a fase de infra-estruturação e de construção dos edifícios previstos, na qual uma componente expressiva está relacionada com a melhoria das condições de segurança e de acessibilidade ao local, quer por via das intervenções de estabilização e requalificação da arriba, como da requalificação e ampliação do Cais do Ginjal e melhoria das ligações com as áreas envolventes”.

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Actualmente bastante degradado, e com risco de derrocada de alguns edifícios, o Cais do Ginjal, mesmo no estado em que se encontra, com excepção do Jardim do Rio e Elevador Panorâmico – já reabilitados -, é local de procura turística, sendo esta uma vertente que o plano pretende reforçar, nomeadamente com a recuperação e readaptação da antiga fábrica de óleo de fígado de bacalhau, “contribuindo para a manutenção da memória industrial do local”. Para além da construção de uma unidade hoteleira.

De destacar ainda a “manutenção e requalificação da restauração actualmente existente”, a qual é uma referência regional, e que, pelo plano vai conviver com espaços de funções residenciais complementados com actividades comerciais.

O Plano de Pormenor para esta zona de Cacilhas considera ainda a fixação de indústrias criativas “através da disponibilização de ofertas tipológicas mais flexíveis que permitam a coexistência das funções residências com o trabalho”. Ao mesmo tempo, será feita a manutenção e o reforço da oferta de equipamentos culturais, nomeadamente com a construção de um grande equipamento municipal no local onde actualmente está a Casa da Juventude de Cacilhas.

A mobilidade é outra das preocupações do plano, que irá promover a interligação desta frente do Tejo com a cidade de Almada, nomeadamente com o “alargamento do cais, e a melhoria não só das ligações com Cacilhas e com o jardim do Rio, mas também entre o cais e a Quinta do Almaraz através do equipamento municipal na área da Casa da Cultura, que incluirá uma ligação entre a cota alta e baixa da capital do concelho.

 

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