TCB com motorista isolado e entrada pela frente em breve

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Motorista vai ficar isolado para que os passageiros possam entrar pela porta da frente

 

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Logo que estejam garantidas as medidas de segurança e protecção devido à pandemia Covid-19 e à semelhança dos restantes operadores da Área Metropolitana de Lisboa, a partir do próximo mês de Maio, os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) contam voltar a adoptar medidas, desta vez, para tornar possível a validação dos títulos de transporte, junto à entrada das dezenas de viaturas que compõem a frota daqueles serviços municipalizados. Ao jornal O SETUBALENSE, João Pintassilgo, vereador da autarquia barreirense, adiantou que a situação implica que o município vai “criar um tipo de separador que isole o motorista do resto dos passageiros”, já que os utilizadores vão poder voltar a entrar pela porta da frente das viaturas.

Quanto à lotação de cada autocarro, que até ao momento estava reservada ao máximo de 26 pessoas por cada veículo, o autarca revelou que a autarquia tem discutido a eventualidade desta medida passar a contemplar um aumento para cerca de 50 por cento do total da capacidade, mas esse cenário “ainda não está confirmado”, sublinhou.

O responsável afirma ainda que “tenho muitas dúvidas que isso possa acontecer”, caso a distância recomendada “continue a ser de dois metros entre passageiros, pois isso é naturalmente impossível”, acrescentou, tendo alertado que “todas as pessoas terão de entrar dentro do autocarro munidas de máscara”, frisou.

Recorde-se que os títulos deixaram de ser validados num determinado período do combate ao novo coronavírus e num momento “em que a situação se agudizou, para evitar o contágio dos motoristas dos TCB, com o fecho da porta de entrada, e com as entradas e saídas das viaturas a serem feitas pela porta das traseiras”. Entretanto, os autocarros

continuam limitados a um terço dos utentes que habitualmente utilizam este serviço. “Como o validador se encontrava na frente da viatura, tivemos que suspender a validação”, recorda.

O vereador realça que “as carreiras vão ter de se adaptar (como se têm adaptado), reduzindo o seu número de acordo com a procura existente”, um factor que tem levado o município a alterar os horários duas vezes por mês para garantir que seja dada uma resposta adequada às necessidades da população, respeitando todas as recomendações da Direcção-Geral de Saúde. Desta forma, sublinhou, estes serviços têm “garantido que haja capacidade para transportar pelos menos um terço dos passageiros”, evitando também “reduzir o número de autocarros que circulam sem pessoas”, disse.

João Pintassilgo: “Temos conseguido viver com aquilo que temos”  

No futuro, o responsável considera que este processo “será dinâmico”, pois “não há nenhum planeamento para podermos dizer que percentagem terá o aumento da procura e teremos de acompanhar a situação dia-a-dia, daí que a validação dos títulos de transporte seja fundamental, porque sem que isso aconteça não podemos saber onde é que os passageiros entram ou saem”, destaca.

Até ao momento, o autarca informou que só foram “registados dois incidentes na carreira 6”, que estabelece a ligação da freguesia do Lavradio à estação ferroviária da Fertagus, em Coina, onde a mesma encheu de forma repentina. “Assim que a situação foi detectada resolvemos o problema, assegurando que o seu desdobramento fosse possível”, realçou.

De forma genérica, o autarca afirma que o decréscimo registado desde o início da pandemia “situou-se em 70 por cento, à semelhança do que tem sucedido com outros operadores”.

Em relação aos prejuízos causados pela Covid-19, João Pintassilgo garante que a autarquia barreirense “vai acompanhando a situação e se for necessário tomará as devidas medidas no que respeita ao financiamento” dos TCB. Ainda assim, o também vice-presidente do município considera que “até agora temos conseguido viver com aquilo que temos”, assinalou.

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