Câmara lança concurso público em Outubro para reabilitar centro histórico do Barreiro

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Financiamento de 5 milhões pretende impulsionar reabilitação do Barreiro Antigo

Mobilidade, circulação, renovação do saneamento e águas pretendem incentivar proprietários a recuperar imóveis

 

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Após o pedido de autorização para o financiamento de cinco milhões de euros, que tem por objectivo a reabilitação de toda a área histórica do Barreiro, a câmara municipal conta ter “dentro de um mês o concurso lançado para a elaboração do projecto”, classificado como “complexo”, que vai englobar a recuperação de todo o espaço, um dos mais degradados da cidade.

“Esperamos ter as primeiras novidades no início do próximo ano para, posteriormente, o divulgarmos a todos e tomarmos a decisão de que, com o financiamento que temos, eventualmente com algumas linhas europeias que são expectáveis de abrir para a reintegração urbana, possamos lançar o concurso para uma das fases de reabilitação total”, adiantou a O SETUBALENSE o vereador Rui Braga, responsável pelo departamento de Planeamento, Gestão Territorial e Equipamentos.

O estudo inclui toda a mobilidade e circulação a introduzir naquele espaço do concelho e, à semelhança do que já aconteceu em outros pontos do território, vai obrigar à renovação de infra-estruturas de subsolo (águas e saneamento), com os futuros executivos – já que este é um projecto para mais de um mandato –, a terem de direcionar investimento para poder iniciar uma obra há muito aguardada pelos barreirenses.

Rui Braga destaca que “com projecto público feito e a autarquia a investir, é preciso que os privados tenham uma palavra a dizer”, razão pela qual refere que “assim que tivermos os desenhos e as primeiras coisas em concreto, o que esperamos que aconteça no primeiro trimestre de 2021, é nossa intenção começar a estimular os donos dos imóveis que ali estão situados a reabilitá-los e coloca-los ao serviço de todos”.

Para o responsável, “este gatilho que é o investimento público, tem ainda que estimular o sector privado a reabilitar e a pôr as casas no mercado, seja para habitação ou aluguer”, apontando esta como uma das soluções para aquela área. “Espero que este dinamismo seja catalisador disso mesmo, até porque temos que ser pró-activos e agendar reuniões com todos os proprietários que a câmara tem conhecimento e que têm edifícios naquela zona, para lhes explicar o que a autarquia pretende fazer no espaço público e, ao mesmo tempo, estimular também o investimento privado para reabilitar os edifícios” existentes, muitos deles abandonados e à espera de intervenção.

“O projecto tem tudo para dar certo, uma vez que é uma ideia muito concreta e real de investimento por parte do executivo, por isso estamos à espera que quando tivermos mais informação para falar com estes proprietários, possamos estimular essa reabilitação urbana também da sua parte”, explicou o autarca.

“Para além do potencial que todos concordamos que o Barreiro Velho tem, os proprietários também precisam de confiança, que é dada através do investimento autárquico e por acabarmos a 5ª esquadra da PSP – cujo concurso já foi preenchido e que esperamos que possa avançar em Dezembro, para podermos começar a construir –, sendo expectável que o Ministério da Administração Interna faça aquilo que deve, que é a transferência do reforço da verba, para que seis meses depois possamos ter a esquadra a funcionar”, assinalou.

Projecto “robusto de renovação”

O vereador considera que “se juntarmos a apresentação de um projecto robusto de renovação daquele espaço, penso que os proprietários dos imóveis vão encarar com outro potencial a renovação de uma zona que não o tem tido até agora”, acrescenta, defendendo que a recolha de contributos será essencial para o enriquecimento da futura operação de requalificação.

Assim que estiver em cima da mesa o que poderá vir a ser o futuro daquela área do município, o autarca esclarece que “a câmara tomará a iniciativa de marcar sessões públicas com a população, onde antes de fecharmos e darmos por terminado o projecto final” – após o gabinete de arquitectura que ganhar o concurso o entregar à autarquia –, “queremos receber contributos de uma forma positiva, para que o resultado seja o mais consensual possível junto de todas as forças políticas, população e privados, para que todos estejam alinhados e esse é um trabalho que tem de ser feito durante o próximo ano”, concluiu.

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