Associação de comerciantes distingue-se pela alargada representatividade no distrito

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Entre comércio, indústria, serviços e turismo, conta com 4 mil associados

 

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Chama-se Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal desde 12 de Julho de 2012 e abrange hoje as pessoas singulares ou colectivas que se dedicam ao desenvolvimento de actividade comercial, industrial, turística ou de prestação de serviços no distrito de Setúbal. A origem da associação remonta no entanto a 8 de Novembro de 1897, fundada enquanto Liga Comercial dos Revendedores de Víveres.

Em Julho de 1929, a Liga viria a ser transformada em Associação Comercial de Setúbal, alargando o âmbito das suas actividades a outros ramos do comércio. Uma década mais tarde, é integrada na Organização Corporativa Nacional, passando a denominar-se Grémio do Comércio do Concelho de Setúbal e a agrupar os municípios de Alcácer do Sal, Almada, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra, Setúbal e Sines.

O Grémio do Comércio passa a chamar-se Associação dos Comerciantes de Setúbal em 1975 e os restantes Grémios em actividade no distrito adoptam a mesma designação. Mais tarde, a Assembleia-Geral da Associação dos Comerciantes de Setúbal decide “conduzir a fusão com as suas homólogas” do Seixal, Montijo e Alcochete. Assim nasce a Associação dos Comerciantes do Distrito de Setúbal, reunindo uma maior área de actuação e um maior número de associados, que ganha em 2012 a denominação que mantém até hoje.

“Já tivemos tempos áureos, nos quais chegámos a ter 10 mil associados. Actualmente, as coisas estão muito diferentes. Desde a crise económica, de há 10 anos para cá, os nossos associados baixaram muito e agora com a pandemia ainda mais”, começa por referir Isaú Maia, presidente da ACISTDS, que tem como missão “a defesa dos legítimos interesses e direitos de todos os associados, o seu prestígio e a sua dignificação” e se destaca “pela singularidade de ser a única no distrito com tamanha representatividade”.
A associação reúne hoje 4 mil associados, dos vários ramos de actividade, na maioria pertencentes a micro e pequenas empresas. O presidente da instituição garante que irá “fazer tudo para conservar os nossos associados, dando-lhes o apoio de que precisam” e acrescenta que têm prestado aconselhamento de acordo com a informação disponível “a nível nacional e a nível da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que nos tem facultado muita”.

ACISTDS estabelece protocolo com autarquias

A Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo possui, para além da sede em Setúbal, várias delegações em Almada, Montijo e Alcochete, Santiago do Cacém e Sines, Seixal e Sesimbra, marcando assim presença em todo o território.

“Estamos neste momento a fazer protocolos de colaboração com todas as câmaras municipais do distrito para percebermos em conjunto de que forma podemos ajudar os microempresários, que são muitos, e que precisam de apoio”, diz o dirigente.

“Já reunimos com Seixal, Alcochete, Montijo, Sines, Sesimbra e Almada, com quem estamos neste momento a delinear o protocolo”, continua E explica que “com as restantes ainda não se realizou a reunião” mas tem “a certeza de que todos vão aderir. É proveitoso para os empresários, os municípios com certeza não vão deixar de querer ajudá-los também, e nós também não conseguimos dinamizar o comércio no distrito sem a ajuda das câmaras”.

Face à conjuntura em que vivemos devido à pandemia de Covid-19, Isaú Maia considera que agora o mais importante é impedir que as empresas cessem a sua actividade e assegura que é nisso que a associação está empenhada. “Uma coisa muito importante é alterar, se necessário, o ramo de negócio. Há muitos associados cujos ramos estão ultrapassados derivado a esta crise, ou proceder pelo menos à adaptação do mesmo, através das novas tecnologias”, explica, adiantando que nesse sentido “a ACISTDS está a dar já alguma formação e pretende acentuá-la para que todos possam melhorar as suas condições comerciais no mercado. As novas tecnologias dinamizam o comércio”.
Para o que há-de vir, Isaú Maia assegura que a associação se encontra “inteiramente disponível para discutir e ajudar todos os empresários do distrito, sobretudo as microempresas, que são as que mais precisam neste momento”.

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