Associação denuncia mau-estado das passadeiras no Vale da Amoreira [com galeria]

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Activista acusa Câmara da Moita de não resolver problemas na freguesia. Autarquia anuncia pinturas para os próximos dias

 

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Marius Biague, presidente da associação Irmos de Mãos Dadas Barreiro e Moita (IMD), acusou a Câmara da Moita de ter voltado às costas aos problemas das passadeiras gastas do Vale da Amoreira. E anuncia que entre Março e Abril deste ano farão uma manifestação organizada à entrada da Junta de Freguesia do Vale da Amoreira.

O activista declara ter feito um levantamento minucioso do problema das passadeiras, tendo estudado os estados das mesmas em todas as ruas do Vale da Amoreira, do bairro Fonte Fomento à Rua Bordalo Pinheiro. “Estudei todas as passadeiras das ruas do Vale da Amoreira e representam um perigo”, disse.

Marius Biague conta que diariamente crianças e idosos vivem situações de risco devido às passadeiras. “Muitos carros circulam pelo Vale da Amoreira e a grande maioria são pessoas que desconhecem onde deveriam estar localizadas as passadeiras. Estando elas praticamente apagadas acabamos por estar em iminência de um acidente”, refere.
Diz que “desde a união das freguesias que o Vale da Amoreira foi completamente abandonado, sem que tenham apostado em quaisquer desenvolvimentos. Enganaram-nos com o campo de futebol e acabou-se. Agora se nos deslocarmos à Baixa da Banheira encontramos mudanças significativas”, afirma.

Segundo Marius Biague faz mais de um ano que as passadeiras apresentam um desgaste e uma necessidade de serem repintadas. “Não temos nenhuma passadeira pintada. Esperei que a Câmara da Moita assumisse a sua função e resolvesse o problema, mas até agora não mostraram qualquer preocupação com as condições das passadeiras”, disse.

“Temos falta de passadeiras na estrada principal que vem da Rotunda dos Fidalguinhos até Alhos Vedros. Mesmo que não coloquem mais passadeiras, pintem as que já estão apagadas. Porque no Verão passado uma senhora foi atropelada pelo autocarro justamente num local onde deveria existir uma passadeira”, argumenta.

De acordo com o presidente da associação, a manifestação prevista pretende “revindicar soluções para os caixotes de lixo que estão localizados à beira das estradas e são um perigo enorme, tanto para a população do Vale da Amoreira como para todo o concelho da Moita. Vamos falar das relvas, pois a Câmara tem limpado algumas partes e outras não. Também abordaremos a questão do lixo junto a escola do Mato que ano passado causou um incêndio”, salienta.

Marius Biague revela que a Câmara do Barreiro tem um cuidado e uma preocupação com o bem-estar da população local que a Câmara da Moita não demonstra. “Sinto uma tristeza enorme em saber que conhecem os problemas do Vale do Amoreira e continuam a lavar as mãos”, referiu. “Mas nós vamos continuar a lutar para ter as condições que a vila merece. Porque considero o Vale da Amoreira uma vila e não um bairro. O Vale da Amoreira não é um gueto”, disse.

“O Vale da Amoreira foi abandonado, mas nós estamos aqui para tomar conta da nossa terra”, declara Marius Biague. “O que espero da Câmara da Moita é uma intervenção no sentido de resolver os problemas que temos no Vale da Amoreira, desde as passadeiras aos passeios”, acrescenta.

Marius Biague garante que se o problema não for resolvido, vai pintar as passadeiras à mão. “A Câmara da Moita tem o dever de saber dos problemas da localidade e resolver. Senão pinto eu as passadeiras”, afirma.

Câmara da Moita rebate acusações

A Câmara Municipal da Moita (CMM) afirma que ao longo do ano as passadeiras são repintadas, quer através de meios próprios, quer através de uma empresa contratada para o efeito. “A periodicidade da manutenção no concelho não é igual porque depende da localização das passadeiras e consequentemente do seu desgaste pois, como é evidente, em locais de maior circulação rodoviária há necessidade de um menor intervalo de tempo na manutenção”, explica CMM.

De acordo com a autarquia, existe uma atenção especial e prioritária às passadeiras que se encontram localizadas junto a escolas e a equipamentos de utilização pública. “Há também uma intervenção rápida quando a Junta de Freguesia ou algum munícipe alerta o município para alguma passadeira com menos visibilidade, após a avaliação dos serviços de trânsito”, referiu. “De qualquer forma, qualquer passadeira tem sinalização vertical associada, advertindo o condutor e o peão que ali é uma passadeira, isto para um caso, que não conhecemos, de se ver dificilmente uma marcação horizontal de uma passadeira”, afirma a Câmara Municipal.

Segundo o município, a última manutenção das passadeiras no Vale da Amoreira foi realizada no início do segundo semestre de 2019. “Aproveitamos para informar que está prevista, para os próximos dias, uma intervenção de manutenção junto a escolas e em outras passadeiras que consideramos necessitar de repintura”, declara.

Câmara Municipal da Moita relembra que os contentores estão localizados há muitos anos nos mesmos locais e que as acusações não procedem. “A Câmara Municipal localiza os contentores de recolha de resíduos urbanos cumprindo as normas existentes, designadamente os contentores têm de estar localizados até 100m na zona urbana e até 200m fora desta área”, afirma CMM.

“Quanto à localização à ‘beira das estradas’, os contentores estão situados em passeios, em bermas, em pracetas, em inúmeros outros locais de forma a servir a população e permitindo o acesso da viatura de recolha. A conjugação desses factores, associada ao facto de se tentar afastar o mais possível das residências, condicionante muito forte, determina a localização”, finaliza.

Por Madiu Embaló

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