Covid-19: Foco no lar Solar dos Fidalgos está controlado garante autarca

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Contágio no centro geriátrico Solar dos Fidalgos atingiu funcionários e utentes

Contágios foram identificados ontem, mas o foco está controlado e os utentes estão a ser acompanhados na instituição

 

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Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias de Baixa da Banheira e Vale de Amoreira, confirma um foco de Covid-19 no lar de idosos Solar dos Fidalgos, “que afectou não só utentes como funcionários, mas já está controlado e a ser devidamente acompanhado pelas autoridades de saúde”.

Um acompanhamento que está a ser realizado a partir de uma zona de isolamento no interior da instituição. “Uma vez que existem condições para garantir este isolamento”, refere o autarca.

Baixa da Banheira e Vale de Amoreira continuam a ser as zonas mais preocupantes do concelho da Moita, que hoje contabiliza 305 infectados, “apesar de não existirem cadeias de transmissão activas”.

A maior parte dos contágios iniciais são feitos fora do território do concelho. “E estão relaccionadas com a utilização de transportes públicos, em deslocações diárias por motivos profissionais. Em especial porque nos autocarros não está a ser garantido o devido distanciamento”, acusa o autarca.

Depois verificam-se situações de contágio no local de trabalho, que têm consequências maiores devido às condições de habitabilidade da população. “Não são boas condições, com famílias de 7, ou mais, a viverem em apartamentos de reduzidas dimensões. Com esse espaço disponível não é possível garantir o isolamento do infectado, passando o contágio a toda a família”.

 

Desrespeito por indicações da DGS

 

Como terceira causa dos contágios que têm surgido no concelho, Nuno Cavaco refere também um certo “desrespeito” pelas indicações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), tendo-se verificado situações preocupantes, sobretudo, na zona ribeirinha da Baixa da Banheira, durante os fins-de-semana, com a necessidade de várias acções de fiscalização.

“As autoridades actuam na fiscalização dos espaços, mas é um trabalho quase impossível, se a população não respeitar as regras e compreender a importância e impacte dos seus actos”, aponta o autarca.

 

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