8 Março 2021, Segunda-feira
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Inaugurado novo edifício-sede da Junta de Freguesia da Moita

Investimento de 420 mil euros nasce em terreno cedido pelo município

 

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Inaugurado na mesma data em que foi assinalado o 75º aniversário da Junta de Freguesia da Moita, no segundo dia deste ano, as novas instalações do edifício-sede daquele órgão autárquico já estão a funcionar, num espaço erguido num terreno cedido pela câmara municipal, num investimento global de 420 mil euros, inteiramente suportado com verbas angariadas pelo executivo liderado pelo presidente João Miguel.

Na abertura da cerimónia, o autarca destacou a dupla comemoração e recordou que o projecto da nova sede foi iniciado em Janeiro de 1998, com a assinatura da escritura de cedência do terreno. Dez anos mais tarde, acrescentou, foi “elaborada a primeira proposta de arquitectura”, tendo o projecto sido alvo de alterações em 2010, de modo a reduzir os custos de construção.

“Apesar de dois governos de partidos diferentes terem negado o apoio à freguesia da Moita para financiamento da obra, não baixámos os braços”, disse, afirmando que o executivo precisou de “ambição e pragmatismo” para cumprir os seus objectivos.

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“Foi com a determinação de levar por diante os compromissos assumidos com a população da Moita, que decidimos que iriamos construir a nova sede com financiamento próprio”, lembra, explicando que durante uma década a “exercer as competências do dia-a-dia da freguesia, tivemos sempre como objectivo a preocupação de, no final de cada ano, haver uma poupança no orçamento que permitisse juntar a verba necessária para lançamento do concurso público” desta edificação.

O novo edifício-sede da Junta foi inaugurado, pelos autarcas João Miguel e Rui Garcia, no dia do 75.º aniversário da Freguesia

Em 2018, refira-se, ficaram concluídos todos os procedimentos legais necessários para erguer a infraestrutura, cuja obra arrancou no início do ano passado. João Miguel agradeceu ainda a todos que tornaram possível a concretização do equipamento e o apoio dado pelo município, através da cedência do terreno, dos procedimentos para o lançamento do concurso público e no acompanhamento da obra.

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O presidente realçou ainda a disponibilidade e o trabalho do arquicteto da Moita, Pedro Araújo, fundamental para criar “um edifício moderno e com custos mais acessíveis”, que possibilitasse que o novo espaço se tornasse uma realidade. Para o efeito, na totalidade, foram realizadas 80 reuniões semanais de trabalho, sem que se registassem quaisquer acidentes de trabalho no decurso da intervenção, junto dos trabalhadores, muitos deles oriundos do concelho.

As instalações inauguradas oferecem “uma melhor acessibilidade a toda a população”, uma “melhoria significativa das condições de trabalho para os funcionários” e dispõem de um melhor acolhimento a quem recorre aos serviços da junta.

Constituído por três pisos, o novo espaço conta com uma área total de 550 metros quadrados, onde se encontram disponíveis espaços de exposição abertos à comunidade. A nova sede contou ainda com a colaboração dos artistas Ricardo Azevedo, José Muchacho Serpa, Miguel Amaral e Cláudio Ferreira, do Colectivo SPA, que conceberam e executaram o Memorial ao Movimento Associativo da Moita, enriquecendo desta forma o espaço interior do edifício, que acolherá ainda as reuniões da Assembleia de Freguesia.

Rui Garcia destaca resiliência da junta em alcançar objectivo de vários anos

Para Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal, a inauguração da nova junta “é um motivo de regozijo”, tendo parabenizado os trabalhadores da freguesia, que de hoje em diante têm “um acréscimo enorme, relativamente às condições difíceis que atravessaram ao longo de muitos anos” para exercer a sua actividade.

O autarca moitense destacou a “resiliência” daquele executivo “em alcançar este objectivo” e afirmou que, ter em 2021 uma junta de freguesia “com esta dinâmica e esta capacidade de inaugurar umas novas instalações, de apostar num futuro efectivamente melhor, dando um melhor serviço à população é algo que é ainda mais de valorizar, porque não corresponde àquilo que são as tendências que se estão a procurar imprimir ao poder local no nosso país”, referiu.

Garcia lembrou ainda que “tudo o que está aqui é produto da Moita”, mostrando “a determinação de manter o rumo certo, apesar dos obstáculos”, para procurar construir um futuro melhor para as populações e “enfrentarmos todos aqueles que teimam em transmitir uma imagem falseada do nosso concelho e de imobilismo, enquanto aquilo que a realidade mostra são autarquias de dinamismo, de apostas no futuro e avanços permanentes de obras que se vão sucedendo”, por um “concelho com freguesias cada vez mais desenvolvidas e é esse rumo que queremos seguir”, concluiu.

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