Costa não convence Moita e Seixal sobre opção Montijo

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Não houve fumo branco da reunião entre António Costa e os presidentes da Moita e Seixal sobre o novo aeroporto

Os presidentes das Câmaras da Moita e do Seixal não arredam pé quanto às suas posições sobre a construção do aeroporto no Montijo. Rui Garcia e Joaquim Santos, reiteraram ontem a posição contra este projecto que o Governo quer levar avante, mas afirmaram estar disponíveis para dialogar.

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À saída de uma “reunião de emergência”, que decorreu em Lisboa, com o primeiro-ministro, António Costa, e com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, os autarcas da Moita e do Seixal insistem que a melhor localização para o novo aeroporto é o Campo de Tiro de Alcochete, no mesmo concelho.

“A conclusão da reunião foi continuarmos a conversar, mas naturalmente saímos na base das mesmas posições que tínhamos antes, uma análise aos impactes fortemente negativos que esta opção tem sobre o território do concelho da Moita”, disse o autarca Rui Garcia, recusando uma inversão da posição do município, que emitiu parecer desfavorável à construção do aeroporto do Montijo.

Para o presidente da Câmara da Moita, a localização Montijo para construção da infraestrutura “tem inevitavelmente um conjunto vasto de consequências que parece difícil de ultrapassar”, mas mantém a porta aberta às conversações recusando expressões como “intransigência e inflexibilidade” sobre o parecer desfavorável da Moita.

Da parte do Seixal, o presidente Joaquim Santos disse que o Governo não apresentou “nenhum argumento” que alterasse o parecer desfavorável da autarquia relativamente à construção do aeroporto do Montijo, adiantando que a justificação do primeiro-ministro para que seja esta a localização se prende com “questões contratuais” com a ANA – Aeroportos de Portugal.

Campo de Tiro de Alcochete é a solução para autarcas comunistas

Para o autarca a localização no Campo de Tiro de Alcochete é “uma boa solução” para a construção do novo aeroporto e as questões contratuais que obrigam o Estado ao projecto no Montijo “não defendem o interesse nacional, mas sim o interesse de uma multinacional”.

Joaquim Santos manifesta por isso a convicção de que “é perfeitamente possível” que o Governo dê “um passo atrás para dar dois à frente”, recuando na opção Montijo e investindo em Alcochete.

Após esta primeira reunião, está agendada uma nova reunião para a “segunda quinzena de Março” entre os autarcas e o Governo.

Além dos autarcas comunistas da Moita e do Seixal, o primeiro-ministro reuniu com os presidentes, socialistas, de câmara, do Barreiro, Alcochete, Montijo e Lisboa que emitiram parecer favorável ao novo aeroporto do Montijo.

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