União Mutualista na linha da frente no combate ao Covid-19

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Patrícia Soares explica a importância de adoptar práticas preventivas

Patrícia Soares lembra informação enviada por SMS e distribuição de manual de orientação logo de início

 

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A União Mutualista Nossa Senhora da Conceição no Montijo foi uma das primeiras instituições no País a implementar medidas preventivas no combate à propagação do Covid-19. A instituição, conhecida localmente por Montepio, mostrou estar na linha da frente quer a adoptar acções de prevenção interna quer a disponibilizar informação profiláctica.

“Desde logo, os associados foram informados por SMS e redes sociais e foram fisicamente disponibilizados na farmácia e em todas as valências do idoso e da infância um Manual de Orientação com informação sobre o Covid-19 e as melhores práticas a adoptar”, diz Patrícia Soares, enfermeira-chefe e membro do Conselho de Administração da União Mutualista.

“Em cada equipamento e área específica de funcionamento foram accionados mecanismos de divulgação e, de acordo com o Plano de Contingência instituído, decidimos implementar gradualmente medidas de actuação mais restritas tendo em conta a declaração actual de pandemia a nível nacional”, adianta a responsável, revelando algumas das acções preventivas implementadas.

Ao nível da infância, os reforços de “limpeza de brinquedos e objevtos com os quais as crianças têm contacto diário, arejamento das salas (antes da chegada e depois da saída das crianças), lavagem das mãos das crianças, lavagem e desinfecção das mãos de todos os colaboradores, higienização do ambiente (todos os espaços de trabalho, maçanetas das portas, telefones, dispositivos de accionamento manual, entre outros), e desinfecção obrigatória das mãos à entrada e saída do infantário, por parte de todos os visitantes”. A estas medidas juntaram-se outras como “a restrição de acesso a todos os visitantes (proibida a entrada dos pais nas salas das crianças), a suspensão por tempo indeterminado das reuniões de pais referentes ao 2.º trimestre do presente ano lectivo”, além do “cancelamento de todas as actividades exteriores” que estavam programadas para as férias da Páscoa.

Este conjunto de medidas foi também implementado “ao nível do idoso e cuidados continuados”, com a adopção ainda de mais algumas acções, face à maior vulnerabilidade dessas pessoas. “Restringimos o acesso a alunos no âmbito do programa ERASMUS, o acesso dos visitantes, promovendo preferencialmente o contacto telefónico entre utentes e familiares, solicitámos, junto das instituições hospitalares, o adiamento das consultas hospitalares programadas e não urgentes, e optámos por encerrar o Centro de Dia, promovendo a distribuição da alimentação a casa dos utentes e todo o apoio social que necessitarem”, explica.

Plano dinâmico

De resto, nem a farmácia foi descurada. “Além do reforço efectivo da higienização do espaço e da disponibilidade de dispensadores de álcool-gel para a desinfecção das mãos, poderá perspectivar-se uma maior restrição de acesso ao espaço comum da farmácia com accionamento do ‘postigo’ para o atendimento do cliente, prevendo-se ainda, em caso de necessidade, a entrega dos medicamentos ao domicílio.”

Em curso está um plano de contingência “dinâmico” e cujo objectivo passa por “manter a actividade da instituição mediante os possíveis efeitos da pandemia”. A elaboração dessa estratégia, lembra Patrícia Soares, “iniciou-se com a ampla divulgação das medidas de prevenção e controlo da infecção e com a análise das possíveis consequências no seu funcionamento, em particular nas áreas críticas de actividade, perante diferentes cenários de absentismo e disrupção social”.

Foram definidas e estabelecidas “as medidas necessárias, a sua calendarização, bem como as responsabilidades de cada pessoa dentro da instituição”, de forma a assegurar que todos e cada um na instituição “saibam o que fazer em situação de crise”.

A União Mutualista garante que não deixou qualquer pormenor ao acaso. “Todas as valências estão sob contingência. Tratando-se de uma situação emergente de saúde pública é nossa obrigação e dever contribuir de uma forma sensata para o controlo e erradicação desta doença”, justifica a enfermeira-chefe, realçando de seguida: “Tanto mais que as várias valências da instituição lidam com segmentos da população muito sensíveis e, nalguns casos, mais vulneráveis.”

Além disso, o facto de a União Mutualista estar comprometida com a certificação de qualidade de todas as valências que apresenta implica que num cenário como este a resposta da instituição seja consentânea com a adopção das “melhores práticas”, reforçou, a terminar.

Responsabilidade cívica para com os mais vulneráveis

Patrícia Soares deixa um apelo para “o dever e responsabilidade cívica que todos, enquanto sociedade, têm para com as classes mais vulneráveis”. E acrescenta: “Até indicação em contrário, por parte da autoridade em Saúde, podemos e devemos manter as nossas rotinas diárias, mas com uma atenção reforçada – manter uma higiene cuidada e vigilante e reduzir, ao estritamente necessário, os nossos contactos físicos, evitando aglomerações.” O Conselho de Administração da União Mutualista, sublinha ainda a responsável, mantém-se “em contacto diário com a Autoridade de Saúde Local”, ao mesmo tempo que alerta para a possibilidade de serem introduzidas “alterações diárias” ao actual plano de contingência da instituição.

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