Montijo alarga prevenção ao Covid-19 e Nuno Canta diz que vêm aí mais medidas

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Linha de Apoio Social para seniores e carenciados já foi lançada

 

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A Câmara Municipal do Montijo tem vindo a reforçar o planeamento e a prevenção à propagação do Covid-19, com pacotes de medidas profilácticas. Mas vão haver mais, antes de mais a pensar nos mais vulneráveis e nos mais carenciados.

A garantia foi dada pelo presidente da autarquia, Nuno Canta, durante a reunião do executivo municipal, realizada à porta fechada (excepto para a Comunicação Social) na última quarta-feira nos Paços do Concelho.

Uma das medidas lançadas passa pela disponibilização de uma Linha de Apoio Social, para amparar seniores e pessoas mais vulneráveis no decurso da pandemia. Esta linha permite a permanência em casa, em isolamento social, da população sénior e mais vulnerável, já que autarquia assegurará o levantamento e a entrega de medicamentos ou de produtos alimentares, além de outros apoios que venham a ser necessários.

Desta forma, as pessoas que estão sozinhas e que precisem de ajuda apenas têm de ligar para o 21 232 76 23 ou 21 232 77 47, entre as 8h00 e as 13h00 e das 13h30 às 18h00, de segunda a sexta-feira.

“Precisamos de um governo local sólido e lúcido para manter os serviços essenciais à população e não deixar ninguém para trás”, lembrou Nuno Canta, que numa declaração inicial destacou o rol de medidas já implementadas pelo município. O autarca socialista lembrou o trabalho desenvolvido no combate à pandemia e cada um dos vereadores com pelouros fez um balanço às medidas implementadas nas respectivas áreas. Avançou também que, segundo informação recolhida junto das autoridades de saúde do Arco Ribeirinho, o Montijo “não apresenta nenhuma cadeia de transmissão activa de Covid-19”, não existindo até ao momento um único caso de contágio no concelho. Porém, acrescentou que duas das pessoas infectadas na região de Lisboa e Vale do Tejo são montijenses. “Nasceram no Montijo, mas trabalham em Lisboa e não fazem vida no concelho”, explicou, adiantando tratarem-se de duas mulheres: uma que “estava internada no Hospital de Santa Maria desde Novembro” e outra que “é médica”.

Oposição sugere e critica

Carlos Jorge de Almeida, vereador da CDU, apresentou um conjunto de 12 propostas à Câmara de prevenção à pandemia.

O comunista defendeu, entre outras, as seguintes medidas: o encerramento ao público de todos os serviços de atendimento e equipamentos da autarquia com excepção dos Paços do Concelho; o atendimento condicionado a um número máximo de pessoas por período; a garantia da recolha de resíduos e lavagem dos espaços onde estão colocados; e a redução de 50% de presença de funcionários, excepto nos serviços essenciais, por um período de quatro semanas, adoptando teletrabalho.

A esmagadora maioria já estão implementadas ou previstas pelo município e num ou noutro caso existem algumas diferenças no modelo implementado, como no caso da aplicação de “horários de trabalho desfasados em jornada contínua”, conforme foi explicado por Nuno Canta.

Já o vereador do PSD, João Afonso, mostrou-se crítico com a actuação da autarquia. O social-democrata considerou que as medidas têm de ser mais corajosas e sublinhou que não faz sentido a continuidade de funcionários em serviços, como a biblioteca ou o Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, que até estão encerrados ao público.

O autarca do partido laranja desafiou ainda o município a afectar “umas centenas de milhares de euros para compra de ventiladores para oferta ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo.

No final do debate em torno de acções de contenção do Covid-19, Nuno Canta sublinhou que a autarquia poderá trabalhar na isenção do pagamento de taxas. “Mas mesmo com medidas muito duras e corajosas, este vírus vai continuar a progredir”, alertou o socialista, a finalizar.

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