Trio com músicos de Montijo e Almada lança CD a pensar no mercado internacional

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Projecto começou a ganhar forma a partir de um convite recebido para criação de música para um filme

 

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São três, mas decidiram ser chamados por apenas dois toques. Artur Rouquina, 40 anos, montijense (oboé e maestro), André Louro, 45, almadense (piano e actor), e Gonçalo Marques, 35, residente em Loures (bombardino e professor de música), juntaram-se há meia-dúzia de anos para darem corpo a um projecto que, para já, culminou com o lançamento de um CD no passado dia 10.

André Louro, porta-voz do trio, faz a apresentação do grupo e levanta o véu sobre um trabalho que, diz, engloba vários estilos musicais.

Como surgiu este projecto?

2 Chamadas não Atendidas surgiu há cerca de seis anos, respondendo a um convite para criação de uma música para um filme. Gostámos  do conceito e desde aí, com muita calma, temos desenvolvido e aumentado o reportório.

Já se conheciam? Já tinham actuado juntos ou frequentado juntos alguma filarmónica ou grupo musical?

Eu e o Gonçalo Marques já nos tínhamos encontrado num espectáculo encenado e com música da minha autoria, que teve estreia no Teatro Maria Matos e apresentações no Centro Cultural de Belém. Por outro lado, somos membros da Banda da Força Aérea. Uma mão lava a outra e o encontro foi natural e evidente.

Porquê este nome tão invulgar? Como nasceu a ideia de atribuir a designação de 2 Chamadas não atendidas ao projecto?

Nasceu porque estávamos ali a ouvir uma boa música e, distraídos como estávamos, não ouvimos o telefone…

Confirmou-se o lançamento do CD no passado dia 10. O que esperam alcançar com este trabalho, ou melhor, qual o objectivo que, se alcançado, vos daria sentimento de missão cumprida, com êxito e satisfação?

Confirmou-se a saída deste trabalho, mas apenas nas plataformas digitais e agora aguardamos o momento certo para fazer uma distribuição do CD físico. Esperamos, claro, que seja do agrado de quem ouve e que consigamos chegar a um público muito alargado, visto não ser um género muito habitual no mercado português.

Quem sabe, com melhores condições de comunicação e mobilidade, se o mercado internacional se possa abrir.

Qual é, então, a melhor forma de definir o projecto, o tipo de músicas apresentadas?

As musicas são variadas no estilo. São histórias que musicamos, portanto isso leva-nos a vários estilos diferentes. Gostamos de dizer que tocamos música portuguesa.

Qual a etapa mais difícil que tiveram de ultrapassar até conseguirem colocar de pé este trabalho?

Como moramos longe uns dos outros e temos vidas ocupadas, foi mesmo conseguirmos estar juntos o tempo suficiente para a criação deste trabalho. Tudo o resto seguiu o processo natural das criações, com frustrações e alegrias. Claro que o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores foi muito importante para a finalização do processo.

A actual conjuntura pandémica tem afectado todos os sectores da sociedade. O mundo musical, artístico, não foge à regra. Desde logo para todos aqueles que vivem de actuações ao vivo, para plateias. Como é que o grupo vê esta situação?

Sobretudo como uma grande incógnita. Dentro da área do teatro e da música, por exemplo, que é onde me encontro, tudo tem de ser planeado a médio prazo: construção de espectáculos, promoção, agendamento. E agora, dadas as actuais circunstâncias, não se sabe como trabalhar ou como fazer. Os programadores, ou seja, quem nos compra os espectáculos, também eles não sabem com que linhas se podem coser. Há que fazer um grande trabalho de adequação às possibilidades actuais e esse é um processo de grande imaginação. Mas quem sabe se daí não sairão resultados surpreendentes.

Já está pensado o que vem a seguir a este projecto? Planos para o futuro próximo…

Dado o panorama actual, os planos para o futuro são a curto prazo. O que queremos mesmo é tocar, fazermos apresentações ao vivo, que é isso que gostamos de fazer. Para já, aquilo que antes era o normal e evidente, que é tocar, agora é apenas um desejo sem data possível.

 

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