Montijo. Mais de duas mil máscaras distribuídas por semana no Mercado Municipal

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Nuno Canta explica estratégia e lembra que o material de protecção abrange também os serviços municipais, as juntas e o comércio local

 

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O município do Montijo começou a distribuir máscaras de protecção, como medida de combate à propagação da Covid-19, ainda antes do início da fase de desconfinamento e tem estado a entregar “mais de duas mil por semana no Mercado Municipal”.

O número avançado por Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, sublinha a acção da autarquia e, ao mesmo tempo, visa corrigir algumas informações que circulam nas redes sociais e que, frisa o edil, “não se coadunam com o que a autarquia tem feito e com o que os outros municípios, que colaboram em conjunto, afirmam”.

O socialista lembra que o município montijense garantiu máscaras de protecção “desde o primeiro dia às forças de segurança” e adianta aquele que considera um dado “extremamente importante” para o concelho.

“Não registámos um único caso de falecimento em lares por Covid-19”, assegura, salientando que “há municípios com menor número de infectados do que o Montijo, mas que têm situações de óbitos face à doença”.

O autarca explica que o município montijense optou por um modelo de distribuição diferente, em relação a outros. As máscaras “são um recurso importante e escasso”, que, por isso mesmo, “devem ser distribuídas a todos mas com equilíbrio e racionamento”, defende.

Além da distribuição que tem vindo a ser garantida no Mercado Municipal, Nuno Canta reforça que também “nos serviços municipais existem máscaras em stock que estão a ser entregues a todos os cidadãos que aí se desloque”, apontando o exemplo da biblioteca e outros que entretanto já reabriram portas.

Distribuição com a revista municipal

Paralelamente, o município tem estado a promover “uma campanha de distribuição nas freguesias rurais do concelho, através das juntas de freguesia, para as populações locais”. Essas máscaras “têm sido adquiridas pela Câmara Municipal”.

Garantida igualmente está uma acção de distribuição de máscaras, desenvolvida depois de acordada com a comissão dos comerciantes da baixa e outros comerciantes, no âmbito de um programa de apoio municipal ao sector do comércio, que foi aprovado na última reunião de câmara e que permite a entrega deste tipo de equipamento de protecção aos clientes.

Até ao final do mês, a autarquia vai “distribuir máscaras conjuntamente com a entrega do próximo número da revista municipal”, afirma Nuno Canta, acrescentando: “Distribuímos desta forma por este ser um recurso escasso e para evitar desperdício. Este momento exige responsabilidade e não populismos, seja na entrega de máscaras ou na execução de outras ações. Estamos a tratar da vida das pessoas.”

A finalizar, em jeito de balanço, o presidente da Câmara mostrou-se satisfeito com não só com o processo de distribuição de máscaras como também com as restantes medidas adoptadas para mitigação do contágio e dos efeitos da pandemia no concelho montijense.

“A campanha tem sido um sucesso. Temos conseguido conter a Covid-19”, resumiu, reforçando de seguida: “E não temos, até à data, um único registo de óbito em lares provocado pela doença. A situação está controlada”.

Se der para meter um destaque, pode colocar-se: “Há municípios com menos infectados, mas o Montijo tem um único óbito por Covid-19 nos lares”

Misericórdias vão ter ‘Box das Emoções’

As misericórdias de Montijo e Canha vão passar a contar com estruturas que permitem visitas a idosos em segurança nas valências de lar, tal como já acontece na União Mutualista, conhecida também como Montepio.

“O Montepio já tem essa estrutura, Box das Emoções, cuja aquisição também contou com a participação do município. Agora vamos apoiar as misericórdias de Montijo e Canha para que possam adquirir estruturas do mesmo tipo”, revelou Nuno Canta, adiantando que manifestou essa disponibilidade aos respectivos provedores numa reunião realizada na última quarta-feira e que contou ainda com a presença do presidente da administração da mutualista. “Os provedores ficaram de apresentar os orçamentos”, vincou.

A reunião serviu para avaliar o início da fase de desconfinamento nas referidas unidades, que não registaram até agora qualquer caso de infecção por Covid-19.

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