Novo hotel da cadeia B&B já tem estrutura de pé e a inauguração é apontada ainda para este ano

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O presidente da Câmara tem a expectativa de ver reforçado o número de camas hoteleiras na cidade a breve trecho. E fala em sucesso na reabilitação urbana

 

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A estrutura do B&B Montijo Hotel, a nascer no cruzamento entre as avenidas João XXIII e D. Afonso Henriques, está de pé. A expectativa é que a nova unidade hoteleira venha a ficar concluída e possa abrir portas ainda este ano.

“A obra está a decorrer conforme o previsto e não há a registar qualquer atraso, pelo menos que tenha sido comunicado à Câmara Municipal. Está previsto que possa abrir no final do ano”, diz Nuno Canta.

O presidente da Câmara reitera que “o investimento é significativo”, “estratégico” até, uma vez que, defende, o Montijo “mesmo sem ter aeroporto já era uma cidade com pouca resposta ao nível do número de camas em termos hoteleiros”. Nesse âmbito, este reforço “não só é bem-vindo”, adianta, “como também se justifica por essa procura da cidade”.
“Existia uma ocupação quase permanente de todas as camas hoteleiras e também de alojamentos locais, muitas vezes com reservas de quase dois meses de antecedência. Este hotel vem responder a essa carência”, resume o autarca, que acredita numa retoma rápida do sector turístico. “Tal como caiu rapidamente, o turismo rapidamente vai aparecer outra vez”, vaticina.

“O turismo é fundamental para nós, é essencialmente uma exportação de serviços. Vendemos os serviços de refeições e alojamento directamente aos estrangeiros”, justifica, ao mesmo tempo que assinala a “importância do processo de internacionalização da economia local” alicerçado “nos novos investimentos que estão a ser feitos no centro” do Montijo. Como este novo hotel, o que “torna a cidade ainda mais atractiva”, considera, aproveitando para lembrar que, de acordo com os dados recentes do INE, o Montijo “foi das cidades que mais cresceram no País outra vez”. “Em termos de atracção de nova população, somos, digamos assim, imbatíveis. Acompanha esta onda de novos residentes uma nova forma de investimento, quer no ramo imobiliário quer noutros sectores, como a agro-indústria”, frisa. “Isto mostra que o caminho que temos seguido para mostrar, dinamizar, tornar o Montijo conhecido em Portugal e no estrangeiro, tem resultado”, acrescenta o autarca.

Reabilitação urbana sem paralelo

O novo hotel veio substituir uma edificação que se encontrava em estado de deterioração numa das zonas mais nobres do Montijo. Nuno Canta salienta que “a reconstrução de tecido mais degradado da cidade resulta da estratégia de reabilitação urbana” que a gestão socialista da Câmara conseguiu aprovar. E até puxa a fita atrás para lançar algumas farpas à oposição.

“A Área de Reabilitação Urbana (ARU), que delimitámos e que na altura a oposição dizia que era muito grande, foi uma estratégia que começou num mandato em que tínhamos maioria relativa e não foi fácil algumas oposições concordarem com a ideia. Fizeram muitas críticas. Hoje prova-se que sabíamos o que estávamos a fazer, porque há uma reabilitação do casco velho da cidade sem paralelo na história recente”, afirma, adiantando: “Podiam fazer ‘mea culpa’ e assumir que, na altura, estiveram errados.”
Para defender a sua posição, o autarca joga com números para cima da mesa: “Mais de 60 processos [de reabilitação urbana] estão neste momento a desenvolver-se”. E volta à carga, com o foco na oposição, destacando algumas reabilitações que considera exemplares: “As casas ao lado da Junta de Freguesia do Montijo, no edifício do Pátio d’ Água, que estão enquadradas e preservaram a memória histórica construída da cidade ou, por exemplo, o edifício ao lado do Museu Casa Mora, que fica de frente para o Mercado Municipal – um edifício bonito, simples e ao mesmo tempo simbólico e com expressão extraordinária relativamente ao edifício museológico. Nós dissemos que esse edifício não poderia sobrepor-se à Casa Mora, embora ali, de acordo com o PDM, fosse possível construir quatro pisos.”

Exemplos que o socialista traz à colação para estabelecer um paralelismo. “Olha-se para o edifício da Câmara, dos serviços técnicos, tem cinco pisos. Estes edifícios novos não têm nada disso, são suaves, enquadram no casco antigo da cidade. E logo a seguir ao edifício dos serviços técnicos há quatro ou cinco prédios, do lado contrário à Casa do Pátio d’ Água, autorizados por várias gestões anteriores da Câmara Municipal, que têm todos três, quatro pisos”, concluiu.

Cinco milhões e meio para três estrelas

O lançamento da primeira pedra da nova unidade hoteleira teve lugar a 18 de Outubro do ano passado e a estimativa de investimento total divulgada na altura apontava para os 5,5 milhões de euros. O hotel, de três estrelas e com quatro pisos, enquadra-se no conceito de “Bed & Breakfast” com capacidade para 112 quartos “cómodos, funcionais, atractivos e com preços acessíveis”, conforme definiu então o arquitecto Fernando Rocha, responsável pelo projecto.

A empreitada está a cargo do Grupo Casais, sendo que a construtora assume ainda a promoção da unidade hoteleira. O investimento é assegurado pela cadeia B&B Hotels que, recorde-se, apresenta mais de 500 hotéis espalhados por toda a Europa. Alemanha, Itália e Polónia, além de Portugal, são apenas alguns exemplos de investimentos realizados pela cadeia hoteleira que nasceu em França em 1990 e que também marca presença em… Marrocos.

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