Projecto de apoio a pessoas sem abrigo financiado em 50% pelo POR Lisboa

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Intervenção tem duração prevista de três anos. Objectivo é capacitar os grupos mais vulneráveis

 

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O projecto (C)Asas, desenvolvido pela Câmara Municipal do Montijo para capacitar pessoas sem abrigo ou em risco de ficarem nessa condição, vai ser financiado em 50% ao abrigo do POR Lisboa 2020. A candidatura, submetida pela autarquia no final de 2019, foi aprovada na passada quarta-feira.

A informação foi apresentada pelo vereador Ricardo Bernardes, responsável pela pasta da Acção Social, nesse mesmo dia, à tarde, durante a reunião do executivo camarário, que teve lugar nos Paços do Concelho.

O projecto de capacitação de grupos vulneráveis, que assim visa dar resposta a situações de emergência social, representa “um investimento global de cerca de 360 mil euros” e tem “um período de intervenção previsto de três anos”, disse o autarca socialista.

Ao nível dos recursos humanos, para a execução do projecto, a autarquia estima contratar “três técnicos superiores para a gestão de caso, um animador sócio-cultural e formadores nas áreas das oficinas ocupacionais, em regime de prestação de serviço, num valor total de cerca de 200 mil euros”.

A restante verba, explicou, “será empregue com encargos directos com os destinatários (alimentação e deslocações) e com preparação, desenvolvimento e acompanhamento de acções, nomeadamente ao nível de aquisição de equipamentos, bens e serviços (como aluguer de espaços e equipamentos de apoio, campanhas, entre outras)”.
No âmbito das acções e respectivas actividades a desenvolver, o projecto contempla três eixos de actuação.

Um que passa pela “criação de equipas de gestores de caso, que assegurem o acompanhamento psicossocial e o acesso, das pessoas sem abrigo ou em risco, aos recursos existentes na comunidade, incluindo a promoção de oficinas de desenvolvimento pessoal e social”. Um outro a visar “o desenvolvimento de respostas que implementem acções ocupacionais adequadas às características e vulnerabilidade, que promovam a empregabilidade e a inserção profissional, designadamente, acções de informação à comunidade e oficinas ocupacionais”. E, por último, “a dinamização de acções que promovam o combate ao estigma sobre a condição de sem-abrigo, incluindo mostras de percursos de vida, serviços de proximidade e eventos de comunicação e marketing”.

Resposta social Centro de Acolhimento aprovado

Dentro desta mesma área de intervenção, foi aprovada, por unanimidade, a proposta de criação do Centro de Acolhimento para pessoas em situação de Emergência Social.
Este centro vai ficar instalado num fogo de habitação social, com gestão a cargo do Centro de Reformados, Pensionistas e Idosos do Montijo.

“A nossa estratégia para pessoas em situação de emergência social passará assim por dois eixos, que devem trabalhar articuladamente: o de proporcionar abrigo, imediato e urgente a quem dele possa precisar, e o de trabalhar as condições de autonomização para libertar as pessoas da situação de dependência e vulnerabilidade”, revelou Ricardo Bernardes.

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