PSP apreende mais de meio milhão de doses de esteróides contrafeitos

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Injectáveis e comprimidos apreendidos são usados para aumentar performances desportivas competitivas

 

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Dois indivíduos de 30 anos ficaram com termo de identidade e residência após uma operação da PSP do Montijo que resultou na apreensão de mais de meio milhão de doses de esteróides contrafeitos e outro tipo de medicação, que serve para aumentar performances competitivas. O anúncio foi comunicado ontem pelo Comando Distrital de Setúbal daquela força policial, que admitiu a hipótese de ter atingido uma rede de tráfico internacional, já que “existem fortes indícios de que o material estava a ser expedido para diversos países da Europa”.

“O Comando Distrital de Setúbal, através da Esquadra do Montijo, na sequência de uma suspeita interceptou um indivíduo na posse de uma quantidade muito elevada de esteróides anabolizantes, substâncias consideradas proibidas e que são utilizadas por alguns praticantes de desportos para melhorarem os seus resultados de forma ilegal”, começa por explicar o comunicado da PSP, adiantando que esse foi “ o ponto de partida para um conjunto de diligências que se seguiram e que conduziram a duas buscas, uma domiciliária e uma não domiciliária”.

As buscas culminaram com a apreensão de “esteróides contrafeitos, bem como outro tipo de medicação, de venda controlada pelo Infarmed que contabiliza 6 248 embalagens de vários tipos de injectáveis (na sua maioria testosterona e hormona de crescimento) a que correspondem 23 821 doses”. Foram ainda apreendidas “8 655 embalagens de comprimidos a que correspondem 533 mil e 020 doses”, “320 embalagens de produtos solúveis a que correspondem 1 468 doses”, uma “vasta quantidade de lamelas de comprimidos vazias (novas e prontas a preencher com comprimidos)”, além de “várias caixas de comprimidos por montar (ainda em folha de impressão)”.

A PSP conseguiu também encontrar e apreender “diversas bulas de medicamentos em separado para colocar dentro das caixas, vinhetas impressas para colocar nos frascos de comprimidos, diversos documentos e comprovativos de encomendas expedidas, etiquetas de envio, envelopes de envio de encomendas”, a juntar a “rolos de fita-cola, máquina de desenrolar fita-cola, x-actos e um rolo de grandes proporções de papel bolha (plástico próprio para proteger as encomendas)”.

Foram as “elevadas quantidades de material apreendido”, que levaram a PSP a suspeitar de que poderá estar perante “uma rede de tráfico internacional” deste tipo de material.

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