29 Novembro 2020, Domingo
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João Afonso critica falta de meios no Centro de Saúde do Montijo e pede a demissão do director do ACES Arco Ribeirinho

O autarca diz que Miguel Lemos “não passa de um comissário político do PS”. Futura unidade de saúde não traz novos médicos

 

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Ontem estavam “cerca de 30 a 40 pessoas na rua”, à espera de consulta no Centro do Saúde do Montijo. E até “nem foi dos dias com mais gente”, diz João Afonso, vereador do PSD, que pede a demissão do director do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) Arco Ribeirinho, Miguel Lemos.

“Há dias em que a fila chega até à Avenida dos Pescadores. Semanalmente são centenas de utentes que têm de madrugar para aguardarem na rua, ao frio e à chuva”, lamenta o autarca, que esta segunda-feira se juntou, com outros elementos social-democratas, desde “as 7h00 até às 8h30” às dezenas de pessoas que esperavam por atendimento, nas imediações do número 21, da Avenida Luísa Todi. “Estivemos hora e meia na fila em solidariedade com os utentes.”

Os profissionais do centro de saúde, ressalva o vereador, “fazem tudo o que podem”, mas “pedem-lhes que façam omeletas sem ovos”.

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O autarca lembra que o Centro de Saúde do Montijo conta com “15 médicos e 18 enfermeiros para cerca de 33 mil utentes”, dos quais “seis mil não têm médico de família”. E o rácio “devia ser de 1 800 utentes por médico”. Porém, estão a ser atendidos “2 200 a 2 300 por médico”. Logo, “não pode haver um serviço de qualidade”, considera João Afonso, que aponta o dedo a Miguel Lemos.

“O director executivo do ACES Arco Ribeirinho devia era de ir para o olho da rua. Não passa de um comissário político do PS. Devia ser deputado do PS”, dispara o social-democrata, sem se deter nas críticas. “Veio ao Montijo enganar os montijenses, quando assinaram o protocolo para a construção da USF no hospital. Já lá vão cerca de dois anos. Agora ficamos a saber que vai retirar médicos do centro de saúde, que já são insuficientes, para os colocar na USF. Venderam-nos uma vigarice.”

Segundo o autarca, vão sair “sete” dos 15 médicos do centro de saúde para a USF no hospital. “Não ganhamos mais clínicos com a nova unidade de saúde, ganhamos apenas espaço físico”, reforça.

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Miguel Lemos confirma mas explica que este é processo normal

Confrontado com as declarações do autarca do Montijo, Miguel Lemos sublinha que as instalações do actual centro de saúde “não têm capacidade para acolher mais médicos”. E, ao mesmo tempo, sem precisar qualquer número, admite que “há uma equipa que vai sair do centro de saúde para formar a USF Aldegalega”.

O director do ACES Arco Ribeirinho explica que este é o processo normal de abertura uma USF e que há a expectativa de os lugares deixados vagos no centro de saúde virem a ser “preenchidos” com a abertura de “concursos futuros”.

“O que se prevê é que se possa repor no centro de saúde médicos na proporção daquilo que são as necessidades dos utentes”, avança.

As obras da USF Aldegalega, a instalar no hospital, “estão previstas arrancar este ano” e o objectivo é que o novo equipamento venha a entrar em funcionamento “em meados do próximo ano”, concluiu Miguel Lemos, que se recusou adiantar mais comentários às declarações do vereador do PSD.

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