30 Novembro 2020, Segunda-feira
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Vereador Ricardo Bernardes troca autarquia pela Direcção-Geral do Emprego

Autarca responsável pelos pelouros das Obras e da Acção Social, entre outros, deverá ser substituído por José Manuel Santos

 

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A próxima reunião de câmara do Montijo, agendada para 28 deste mês, será a última para o vereador socialista Ricardo Bernardes. O autarca renunciou ao mandato para ir assumir funções na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O pedido de renúncia de Ricardo Bernardes terá efeitos práticos a partir do próximo dia 2, tal como O SETUBALENSE noticiou online na passada sexta-feira. Na altura, o vereador não confirmou nem desmentiu a saída do executivo de maioria PS presidido por Nuno Canta e escusou-se a adiantar mais comentários. Mas, cerca de 24 horas depois, publicou uma mensagem na sua página pessoal no Facebook a confirmar que irá abraçar uma nova etapa profissional.

“A partir do princípio de Novembro, iniciarei novas funções ligadas ao sector do trabalho e do emprego, que correspondem às minhas áreas de especialização e de investigação, e que, no contexto que atravessamos, não poderia recusar. Cessarei, portanto, o meu mandato como vereador na Câmara Municipal do Montijo”, anunciou, confirmando assim a notícia avançada na véspera.

Ao que O SETUBALENSE conseguiu apurar, Ricardo Bernardes vai desempenhar funções na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), tutelada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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A saída de Bernardes abre a porta de entrada para a vereação a José Manuel Santos, nome que se segue na lista do PS eleita há cerca de três anos. De resto, José Manuel Santos – que preside à Comissão das Festas de S. Pedro – tem vindo a participar nas reuniões de câmara em regime de substituição. Nas duas últimas sessões substituiu na bancada da vereação socialista Sara Ferreira.

Elogios internos e centena e meia de votos de sucesso

Na mensagem publicada no Facebook, Ricardo Bernardes, em jeito de balanço, mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido pela maioria socialista ao longo deste mandato.
“Foi uma honra trabalhar neste executivo municipal liderado pelo presidente Nuno Canta e participar em tudo o que pudemos fazer, em tempos de normalidade e em tempos de pandemia”, escreveu. O socialista reforçou ainda os elogios à gestão de Nuno Canta e aos restantes eleitos locais pelo partido.

“Acredito profundamente na experiência, no conhecimento, na visão e na capacidade política dos autarcas do Partido Socialista do Montijo e, em particular, do nosso presidente da Câmara. Acima de tudo, sei que continuarão a fazer o melhor, para servir o Montijo e os montijenses”, adiantou.

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A publicação até ao início da tarde de ontem tinha recebido mais de uma centena e meia de comentários, com votos de felicidades e de reconhecimento, alguns escritos por responsáveis do movimento associativo local. “Estou, naturalmente, muito sensibilizado com todas as mensagens que recebi”, disse.

A mensagem de despedida de Bernardes não convenceu, porém, os vereadores da oposição, no que toca aos elogios feitos pelo ainda vereador ao presidente da Câmara. Apesar de o socialista afastar completamente a existência de qualquer clivagem com Nuno Canta, os autarcas de CDU e PSD consideram o contrário.

Oposição culpa “autoritarismo presidencial”

Antes mesmo de conhecer a publicação de Ricardo Bernardes, o vereador comunista Carlos Jorge de Almeida disse a O SETUBALENSE que seria “importante tornar públicas as razões” que levaram o autarca a renunciar ao mandato. “Caberá também ao presidente da maioria absoluta avançar com explicações verdadeiras”, afirmou. “O estilo de gestão pessoal e colectivo com tiques de autoritarismo, por parte de quem transformou uma maioria absoluta em poder absoluto, dão azo a situações de conflitualidade”, comentou.

Já o vereador social-democrata João Afonso considerou que a renúncia “é um sinal da degradação do poder do PS” e apontou também o dedo à “falta de funcionamento democrático da Câmara Municipal”.

“O PS transformou o poder autárquico no Montijo numa piolheira. Esta é a única câmara no País que é governada por um triunvirato ordenado da seguinte forma: sogro, filha do sogro e genro que é o presidente”, atirou. E, a concluir, juntou: “Mais preocupado do que com quem sai, estou com quem entra. José Manuel Santos preside à Comissão das Festas de S. Pedro e é responsável pela não apresentação das contas das festas. Será mais um dos autarcas zombies do PS”.

O SETUBALENSE tentou, através do gabinete de comunicação da autarquia, chegar à fala com Nuno Canta, mas até ao fecho desta edição não foi possível.

Obras e Acção Social eram dois dos pelouros assegurados

Ricardo Bernardes foi eleito no terceiro lugar da lista do PS, encabeçada por Nuno Canta, nas Autárquicas 2017.

Tem assegurado os pelouros seguintes: Divisão de Administração Organizacional (DAO), Divisão de Desenvolvimento Social e Promoção da Saúde (DDSPS), Divisão de Obras, Serviços Urbanos, Ambiente e Qualidade de Vida (DOSUA), e Divisão de Cultura, Biblioteca, Juventude e Desporto (DCBJD) na área da Juventude. Tem sido ainda o responsável pelo Conselho Municipal da Juventude e pela Universidade e Academias Seniores.

A um ano do final do mandato, o autarca de 33 anos – que é jurista e que presidiu à Comissão Política Concelhia do Montijo da Juventude Socialista por três mandatos consecutivos – está de saída do executivo municipal. A DGERT vai ser o novo desafio profissional que o socialista vai abraçar já a partir do próximo mês.

 

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