Recolha de resíduos porta a porta arranca este mês no Pinhal Novo

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Vila Serena e Bairro Lencastre são as primeiras urbanizações a serem contempladas por esta iniciativa do Município de Palmela e a Amarsul

 

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A Câmara Municipal de Palmela, em conjunto com a Amarsul, inicia a 20 de Julho a primeira fase do projecto piloto de recolha selectiva de resíduos porta a porta. Esta fase inicial abrange cerca de 300 moradias, perto de 850 habitantes, da urbanização Vila Serena e do Bairro Lencastre, em Pinhal Novo.

Os moradores passam a ter três contentores: cinzento para a deposição de resíduos indiferenciados, amarelo para embalagens plásticas e metálicas e azul para cartão e papel. O vidro, por enquanto, continuará a ser colocado nos vidrões existentes na via pública, para evitar os incómodos causados pelo ruído que a recolha deste resíduo provoca.
A recolha mediante este novo método à porta das habitações, em dias pré-marcados, apresenta vantagens para a população, que não terá de se deslocar, e para o espaço público, pela remoção dos contentores comunitários e respectivas gares.

Os resíduos devem ser acondicionados em sacos, tal como acontece até agora, de modo a minimizar odores e escorrências de líquidos. Para a recolha, os contentores devem ser colocados em frente à habitação entre as 19h00 e as 22h00 às segundas e sextas-feiras incluindo feriados. Aos moradores, é pedida a lavagem e conservação dos contentores.

A próxima fase do projecto arranca no último trimestre ano, no Bairro Padre Nabeto, em Aires, e na urbanização Portais da Arrábida, em Quinta do Anjo, prevendo-se o alargamento faseado a outros núcleos urbanos do concelho.

Álvaro Amaro presidente da Câmara Municipal de Palmela, no decorrer de um acto simbólico, que serviu também para fazer a apresentação pública do projecto, entregou à família Silva, moradora na Vila Serena, o seu novo equipamento. “Estamos perante uma revolução na recolha de resíduos”, afirmou o autarca que e deixou o desafio “para que todas as famílias se envolvam neste projecto inovador”.

A gestão da recolha dos resíduos, na actualidade ,“é um desafio que se coloca na sociedade em todos os territórios”, sublinhou. Em Palmela, acrescenta “o problema torna-se ainda mais complexo porque, para além de ser um território muito extenso, tem uma enorme dispersão de aglomerados populacionais o que implica, na recolha de resíduos, fazer centenas de quilómetros pois temos contentores dispersos por todo o lado”.

Apelando à consciência cívica Álvaro Amaro, tem noção “que temos uma batalha enorme para travar por isso deixamos um desafio a uma participação activa, pro-activa e interessada das populações”. O autarca deixou também a promessa que, apesar do investimento financeiro por parte da autarquia, não haverá aumento nas tarifas “que são das mais económicas na Área Metropolitana de Lisboa”.

Sandra Silva Presidente da Comissão Executiva da Amarsul também partilha do entusiasmo do presidente do autarca e, acredita, “que este seja o inicio de um processo muito mais abrangente”. Se este piloto tiver sucesso, confia, “e tudo indica que sim, porque a recepção por parte da população tem sido fantástica, dentro de algum tempo estaremos a alargar o projecto a outras áreas do concelho de Palmela”.

Sandra Silva realça a importância desta iniciativa para a Amarsul. “Um dos objectivos deste projecto é aumentar a quantidade de material de entrega para recolha colectiva. Portugal tem metas para atingir para recolha colectiva. Para a Amarsul foi definida uma meta concreta. Nós temos de chegar, no final de 2020, com 45 quilos por habitante/ano, separados. Com este método podemos atingir os 65/70 quilos. Por isso, acrescenta, “quanto mais materiais recicláveis recebermos maior a receita com a venda desses recicláveis”. Mas, frisa, “isso não significa maior resultado financeiros para a Amarsul, traduz-se sim, em menor tarifa paga pelo município. Com este processo todos ganham. A Amarsul por cumprir a meta que lhe está atribuída, o município que pelas quantidades para serem processadas serem mais baixas vê o custo reduzido e a população que ganha um serviço mais simples e com maior qualidade”.

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