Administração da Fábrica de Cortiça das Ermidas apostada em manter aberta unidade centenária

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“Comprei cortiça este ano, para dar continuidade, que dá para mais de um ano”, diz José Costa que destaca o aumento da procura nos últimos cinco anos

 

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Com 110 anos de história, de muito passado, presente e um futuro que está por vir, a fábrica Gonçalves e Douradinha, Lda, situada nas Ermidas de Sado, Santiago do Cacém, vai continuar a trabalhar na produção de cortiça, com a administração apostada em manter a actividade da unidade centenária.

Em declarações a O SETUBALENSE, José Costa, que é actualmente o principal responsável pela administração da empresa, juntamente com o pai, Ernesto Costa, afirmou que vai dar continuidade ao negócio que era do seu avô, e que foi fundado em 1910. “São quatro gerações que não vão parar agora”, disse.

“Comprei cortiça este ano, para dar continuidade, e dá para mais de um ano”, contou José Costa. “O fabrico da cortiça não vai parar”, acrescentou, sendo que nos últimos cinco anos houve um pico de procura deste material.

Admite que ele e os seus funcionários formam “uma boa equipa com os trabalhadores” sendo “quase família” e que a par disso, há também um “bom relacionamento com as entidades” que se relacionam com a fábrica.

Apesar desta grande vontade de continuar, José Costa admite que se um dia tiver de se afastar por condições de saúde, ou por até agora não haver descendência, porque não tem filhos, o fará com grande pesar e tristeza. Triste é exactamente a palavra que usou para adjetivar o seu sentimento em tal cenário, de um dia a fábrica vir a ter novos proprietários, pela história da fábrica, por ser um negócio de família e por ser este o seu trabalho. É “o que melhor sei fazer” confessou, garantindo manter portas abertas.

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