Joaquim Santos afirma que Covid-19 não trava investimentos municipais

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Para o presidente da Câmara do Seixal o investimento público é essencial para dar vida à economia local

 

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A Câmara do Seixal tem mantido a decorrer os “investimentos que tinha previsto em obras e melhorias conforme tinha programado antes dos constrangimentos causados pela Covid-19”.

Quem o diz é o presidente da Câmara do Seixal, em mensagem através do Facebook, onde acrescenta que este desempenho foi “possível graças à capacidade financeira da autarquia, fruto da excelente gestão concretizada que nos permite acomodar uma redução das receitas em 2020 na ordem dos 13,7 milhões de euros”.

Para Joaquim Santos a continuidade de investimento público “é essencial na resposta às consequências da pandemia, tendo os serviços públicos uma enorme responsabilidade, para alavancar a economia e o emprego”. Assim, e apesar da “redução de receita esperada”, a Câmara Municipal decidiu continuar a desenvolver projectos de requalificação como o da “frente ribeirinha de Amora e Seixal, com a construção de dois centros náuticos”.

O presidente anuncia ainda que vai ser “lançada a obra de regeneração do núcleo urbano antigo de Arrentela e avançar com os projectos dos núcleos de Amora e Aldeia de Paio Pires, além de dois novos parques verdes em Corroios”; a primeira fase do Parque Metropolitano da Biodiversidade e o Parque Urbano de Miratejo.

Esta decisão da Câmara é também válida para equipamentos de educação onde “continuam em curso as obras de requalificação da EB da Quinta de Santo António, em Amora, e da EB Aldeia de Paio Pires”. E, aproveitando o período de pausa lectiva, foi “substituída a cobertura de fibrocimento na EB Santa Marta de Corroios”, uma obra que integra “uma intervenção mais alargada que contempla a remoção de fibrocimento em 14 escolas, num investimento municipal de um milhão de euros”.

Ainda no sector do ensino, a autarquia acabou de assinar o contrato de comodato com a Casa do Educador do Seixal para instalar a Universidade Sénior do Seixal no antigo Grémio da Lavoura, no Fogueteiro.

No leque de obras em curso, Joaquim Santos aponta ainda as que estão a decorrer nas freguesias, que diz serem “projectos de grande envergadura”. Ao todo, aponta “132 projectos e mais de 76 milhões de euros de investimento”, é o caso da construção, em curso, do lar de idosos de Fernão Ferro, cuja obra se iniciou no final de Fevereiro, tal como a construção do complexo desportivo de Santa Marta do Pinhal, a Piscina Municipal de Paio Pires, o Centro Distribuidor de Água de Fernão Ferro, o Centro de Treinos do Amora Futebol Clube ou os espaços exteriores do novo Centro de Saúde de Corroios”.
Quanto a intervenções no espaço público, o autarca refere a rede viária, na “construção de passeios e passadeiras sobrelevadas, repavimentações e pinturas de vias, criação de bolsas de estacionamento e remodelação das redes de abastecimento de água”, estes “alguns dos exemplos de tudo o que não parou durante a pandemia”.

Autarca crítica Governo por obras não feitas

Entretanto a Câmara “procura investimento para o projecto do Arco Ribeirinho Sul, que irá qualificar a zona da Siderurgia Nacional, com a criação de uma plataforma empresarial, industrial e logística, cujo primeiro grande investimento será concretizado em 2021, com uma nova fábrica da farmacêutica Hovione, que irá ocupar quase 40 hectares”.
Na mesma linha, mas quase a ser lançado está o projeto Silk Road Lisboa, que “pretende criar o maior parque tecnológico da região, em Amora, com uma área de mais de 100 hectares”.

Numa clara crítica ao Governo, Joaquim Santos afirma que os investimentos de Estado “também deve ser uma prioridade”, mas “ao que temos assistido no concelho e na região é à sua inexistência, com especial destaque para o novo adiamento do hospital no Seixal, e o não prosseguimento do Metro Sul do Tejo”. Isto para além dos “cinco pavilhões desportivos escolares em falta, a necessidade de uma escola dos 2.º e 3.º ciclos em Fernão Ferro, a esquadra da Divisão Policial do Seixal e o quartel da GNR de Fernão Ferro, a Estrada Regional 10, com a ponte Seixal-Barreiro, entre muitos outros investimentos”.

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