Atelier de arquitectura de Sérgio Amaro na Quinta do Conde aposta em construções amigas do ambiente

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Esta diferente forma de construção é mais “eficiente em termos energéticos, de custo e de características térmicas e acústicas”

 

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Pelas mãos de Sérgio Amaro nasceu a empresa Amaro Arquitetura, focada em desenvolver projectos nas áreas de arquitectura e design de interiores amigos do ambiente, onde são projectados espaços “nos quais as pessoas gostam de trabalhar, aprender e viver” e, por isso, onde são ouvidos e envolvidos os clientes em cada etapa do processo, começa por dizer o arquitecto a O SETUBALENSE.

“Desenvolvemos projectos essencialmente vocacionados para habitação particular e realizamos várias estruturas, várias respostas às necessidades das pessoas, também tendo em conta uma vertente mais sustentável”, refere. “Actualmente, desenvolvemos trabalhos com estrutura Light Steel Framing (LSF), um sistema de construção de aço leve que permite criar edifícios de uma forma mais sustentável e mais rápida”, acrescenta.

Sérgio Amaro explica, ainda, que esta forma de construção permite “um cuidado diferente em relação à própria resposta que se quer dar ao cliente. É muito eficiente em termos energéticos e em termos de custo” e oferece “em termos de características térmicas e acústicas uma melhor resposta”. É também conhecida como “construção seca”, uma vez que “não utiliza materiais que não sejam recicláveis e, por outro lado, não gasta praticamente água, a não ser no início da construção, em fundações”.

A equipa projecta espaços onde as pessoas gostem de trabalhar, aprender e viver e por isso envolve os clientes em todo o processo.
DR

Tendo em conta “o panorama pandémico que estamos a viver”, o arquitecto considera que as pessoas estão a olhar mais para as suas casas e que isso está a gerar mais trabalho. “A pessoa procura até uma mudança de nível de utilização da própria casa. Pelo facto de se estar mais tempo em casa, hoje dá-se muita importância ao escritório, para o qual antes qualquer sítio servia, e até a sala e a cozinha ganharam uma dinâmica completamente diferente”, diz, frisando que “a construção e a arquitectura estão intimamente ligadas”.

Sonho surgiu em tenra idade

“Comecei como qualquer jovem começa a trabalhar. No início, eram as férias da escola que comandavam o início da nossa actividade e eu comecei assim, aos 17 anos, a trabalhar com o engenheiro Ortega Pereira, que tinha um gabinete na Quinta do Conde”, conta o arquitecto.

Nasceu em Setúbal mas é na Quinta do Conde que vive e trabalha desde novo. “No mesmo ano em que vim morar para a Quinta do Conde comecei a trabalhar em arquitectura. Era desenhador projectista”, recorda. “Estive 12 anos a trabalhar com o engenheiro Ortega Pereira, de quem guardo excelente referência, e mais tarde constituí uma empresa, no mesmo ano em que iniciei o curso de Arquitectura, já com mais de 30 anos”, continua.

O seu percurso académico começou na Universidade Moderna, em Setúbal, estabelecimento de ensino que havia de lhe trocar as voltas e de o transferir para a Universidade Lusófona, em Lisboa, onde se licenciou. A sua actividade enquanto arquitecto nunca parou. Na altura da crise, e tendo em conta que “não havia trabalho nenhum em Portugal”, Sérgio Amaro esteve a trabalhar durante três anos em Angola. No regresso criou o seu actual atelier, Amaro Arquitetura, na Quinta do Conde, onde trabalha lado a lado com David Agrela e Rita Vairinhos desde 2016.

Distrito Sector registou melhorias nos últimos anos

O atelier de Sérgio, David e Rita realiza trabalhos em todo o distrito de Setúbal, em Lisboa e no Alentejo. Ao fazer um retrato da construção e da arquitectura no distrito, Sérgio Amaro diz que o sector tem vindo a melhorar “bastante” nos últimos anos, mas aponta um factor comum nesse panorama: o custo da construção.

Sobre as tendências, verifica-se “uma aposta na arquitectura contemporânea e isso é uma mudança em termos de panorama estético nas habitações”. Para Sérgio Amaro, a resposta do arquitecto é essa: “dar soluções para aquilo que as pessoas realmente pretendem e resolver o problema”.

Para o arquitecto, “o mais difícil de projectar é o mais simples”. “Construir um espaço é algo que vai perdurar no tempo e no espaço. Construímos os sonhos que as pessoas pretendem e fazemos a articulação e gestão de processos com toda a máquina que faz a construção acontecer”, remata.

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